CIÊNCIA

Israel ameaça aumentar ataques contra o Hezbollah no sul do Líbano

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse, este domingo, que o Hezbollah estava a tentar rearmar-se e que iria continuar – ou até aumentar – os ataques contra o grupo militante no sul do Líbano. O ministro da Defesa, por seu turno, acusou Beirute de atrasar os esforços para desarmar o Hezbollah.Netanyahu reserva-se ao direito de se “defender” e de “agir como necessário” se o Líbano não levar a cabo os esforços necessários para impedir que o Hezbollah consiga armar-se – um dos pontos do acordo que, no ano passado, pôs fim a mais de um ano de conflito entre Israel e o Hezbollah.O ministro da Defesa foi mais ácido: “O Hezbollah está a brincar com o fogo e o Presidente do Líbano está a arrastar os pés”, disse Israel Katz num comunicado citado pelo Guardian. “O compromisso do Governo libanês para o desarmamento do Hezbollah e a sua remoção do sul do Líbano deve ser implementado. A aplicação máxima da lei vai continuar e até se vai intensificar – não vamos permitir qualquer ameaça aos residentes do norte.”Desde a assinatura do acordo de cessar-fogo que Israel mantém tropas em cinco áreas do sul do Líbano e continua a atacar a fronteira esporadicamente. Ainda este sábado, as forças armadas israelitas levaram a cabo um ataque aéreo na cidade de Kfar Reman que matou quatro pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde libanês citado pela Al Jazeera.O objectivo, seunfo as forças israelitas, era atingir a liderança da unidade de logística do Hezbollah, que, acreditam, continua a transferir armas, uma tentativa de “restaurar a infra-estrutura do terror” na região. Os meios de comunicação libaneses identificaram as vítimas como sendo Jawad Jaber, Hadi Hamid, Abdullah Kahil e Muhammad Kahil.Actualmente, o grupo militante está numa situação fragilizada, mas continua armado e a resistir financeiramente. Cumpre o acordo de cessar-fogo, mas não coloca de lado a possibilidade de voltar ao conflito armado.Em Setembro de 2024, Israel matou vários membros da sua liderança, incluindo o líder Hassan Nasrallah. Poucos meses depois, com a ajuda dos EUA, as partes assinaram um acordo de cessar-fogo em que o Líbano concordou que apenas as forças de segurança poderiam ter armas – o que, em teoria, obrigaria o Hezbollah a depor as suas. Mas Israel acha que Beirute não está a fazer o suficiente.As forças armadas libanesas operam sob um equilíbrio delicado: por um lado querem fazer valer o acordo de cessar-fogo sem fazer ressurgir as tensões. A Reuters cita uma fonte no Exército libanês que disse que já tinham destruído tantas armas do Hezbollah que tinham ficado sem explosivos e que esperavam completar a operação no sul do país até ao fim do ano.

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