MUNDO

Demitida, desaparecida… e viva: Que se passou com a procuradora Yifat?


A procuradora-militar israelita demitida na sexta-feira, Yifat Tomer-Yerushalmi, foi encontrada viva este domingo, depois de ter desaparecido durante a manhã.

De acordo com o que as autoridades explicaram, citadas pela publicação The Times of Israel, a major-general foi encontrada “viva e bem” de saúde.
Note-se que o exército israelita ativou uma força de ‘peso’ para procurar a militar de 51 anos, depois de temer que lhe tivesse acontecido algo quando deixou de estar contactável esta manhã.
Esteve incontactável durante horas e o seu carro foi encontrado abandonado na Praia de Hatzuk, em Telavive.
Não é detalhado onde é que a major-general foi encontrada, mas as buscas ter-se-ão concentrado nessa área da cidade israelita.
O vídeo que levou à saída
Note-se que Tomer-Yerushalmi saiu do cargo depois de admitir que partilhou um vídeo no qual se veem militares israelitas a fazer um escudo onde, atrás, se encontra um detido palestiniano. Tudo aconteceu no ano passado, no centro militar de Sde Teiman.
Não será explícito o que aconteceu ao detido, mas o vídeo, divulgado pelo Canal 12, mostrava soldados a escolherem um homem que se encontrava deitado nu no chão na prisão.

A procuradora-militar israelita foi demitida depois de ter sido acusada de participar na divulgação de um vídeo que mostra guardas prisionais alegadamente a abusar de um palestiniano, anunciou hoje o Governo.
Lusa | 11:29 – 31/10/2025

Posteriormente, os implicados colocaram-no junto a uma parede e, alegadamente, violaram-no. O preso palestiniano “chegou ao hospital em estado potencialmente fatal, com lesões na parte superior do corpo e uma lesão grave no reto”, disse a organização não-governamental israelita Médicos pelos Direitos Humanos.
Dez militares foram detidos após a divulgação do vídeo, mas cinco foram libertados pouco depois.
As detenções provocaram manifestações violentas de protesto em frente à prisão de Sde Teiman, incentivadas por alguns ministros da extrema-direita, como o da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, e o das Finanças, Bezalel Smotrich.
Já na sexta-feira, o ministro da Defesa, Israel Katz, disse que pretendia “iniciar o mais rapidamente possível o processo” de escolha do substituto de Tomer-Yerushalmi, a segunda mulher a desempenhar as funções de procuradora-geral militar.
“Vou assegurar-me de que se faça justiça com todos os que participaram na difamação de sangue contra os soldados das Forças de Defesa”, afirmou Katz, segundo a agência de notícias espanhola EFE.
O exército anunciou na quarta-feira uma investigação criminal sobre o vídeo, pela qual a major-general será sujeita a interrogatório.
Desde o início da ofensiva militar contra Gaza, milhares de palestinianos, principalmente da Faixa de Gaza, foram internados em Sde Teiman, no deserto do Neguev, no sul do país.
A ONG Médicos pelos Direitos Humanos e a Amnistia Internacional documentaram a prática sistemática de torturas, espancamentos e agressões sexuais em Sde Teiman contra palestinianos, muitos deles detidos sem terem sido alvo de acusações formais.
No âmbito do cessar-fogo em Gaza, Israel entregou milhares de palestinianos que estavam detidos no país em troca de reféns, incluindo corpos de presos que as autoridades do enclave palestiniano denunciaram apresentar marcas de torturas.
Leia Também: Israel demite procuradora após vídeo de violação a detido palestiniano

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