DESPORTO

Mãe de Sócrates apresenta atestado para faltar ao julgamento da <em>Operação Marquês</em>

A mãe de José Sócrates ia ser inquirida esta quinta-feira no julgamento da Operação Marquês, na qualidade de testemunha. Mas faltou, e o atestado médico que apresentou não foi considerado válido pelas juízas do Campus da Justiça, por ter sido apresentado não pela nonagenária, mas pelo advogado do filho, Pedro Delille, que não apresentou, porém, ao tribunal nenhuma procuração que ateste que tem poderes de representação legal de Adelaide Monteiro.A progenitora do principal arguido da Operação Marquês tem agora três dias para enviar novamente ao tribunal o atestado médico. Entretanto, o Ministério Público propôs que seja inquirida à distância caso a sua saúde a impossibilite de se deslocar ao tribunal, uma vez que não sofre de nenhuma incapacidade psíquica. O procurador Rui Real defendeu que o tribunal multasse Adelaide Monteiro, por não ter avisado atempadamente o tribunal de que ia faltar, mas essa pretensão não foi acolhida pelas juízas.“Pese embora o atestado seja do dia de ontem, a situação aí retratada não se afigura súbita, mas sim persistente e de longa duração, pelo que podia ter sido comunicada antes da véspera da audiência”, observou. O atestado chegou já depois da hora de encerramento do tribunal.Entretanto, a manhã ficou marcada por uma acesa troca de palavras entre Pedro Delille e a presidente do colectivo de juízas, Susana Seca, que resolveu participar disciplinarmente do representante legal de José Sócrates à Ordem dos Advogados, por este não ter comparecido a horas em tribunal. A magistrada considerou esta conduta “manifestamente ofensiva dos seus deveres deontológicos” e exaltou-se quando Pedro Delille tentou defender-se. “Acabou a brincadeira! Não lhe dou a palavra! Estava notificado para comparecer às 9h30 e não compareceu, ao contrário de todos os seus colegas”, reagiu Susana Seca, visivelmente agastada.Foi preciso nomear temporariamente um advogado oficioso a José Sócrates, que foi dispensado de estar presente em tribunal durante as últimas semanas, e também a outro arguido para que os trabalhos pudessem iniciar-se antes da chegada de Pedro Delille e de outro advogado, do qual Susana Seca vai igualmente apresentar queixa à Ordem dos Advogados. E com isso o arranque desta sessão de julgamento atrasou-se perto de uma hora.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Para continuar no site, por favor, desative o Adblock.

Por favor, considere apoiar o nosso site desligando o seu ad blocker.