CIÊNCIA

Furacão Melissa abranda, mas deixa rasto de destruição em Cuba, Jamaica e Haiti

O furacão Melissa passou a norte de Cuba na quarta-feira, depois de ter arrasado a cidade de Santiago e isolado centenas de comunidades rurais. Após ter atingido a Jamaica como uma tempestade recorde de Categoria 5, com ventos de 298 quilómetros por hora, o furacão Melissa foi rebaixado para Categoria 3 ao atingir Cuba e, posteriormente, para Categoria 2, ameaçando as Bahamas.Pelo menos 32 mortes estão a ser atribuídas à tempestade na Jamaica, no Haiti e na República Dominicana, de acordo com as autoridades. Pelo menos 25 pessoas morreram em Petit-Goâve, no Haiti, depois de um rio inundado pelo Melissa ter transbordado, noticiou a Associated Press, registando-se ainda outras três mortes no país. Na Jamaica, a imprensa local noticiou pelo menos três mortes durante os preparativos para a chegada da tempestade. Uma pessoa morreu na República Dominicana.A Jamaica enfrentou a tempestade mais forte alguma vez registada a atingir directamente a ilha, com danos extensos. Na tarde de quarta-feira, cerca de 77% do país estava sem electricidade. A capital Kingston, contudo, foi poupada aos maiores danos, e as autoridades esperavam reabrir o seu principal aeroporto na quinta-feira.No sudoeste da Jamaica, a paróquia de St. Elizabeth ficou debaixo de água. “Os relatos que recebemos até agora incluem danos em hospitais, danos significativos em propriedades residenciais, habitações e propriedades comerciais, bem como danos nas nossas infra-estruturas rodoviárias”, descreveu à CNN o Primeiro-Ministro jamaicano Andrew Holness.O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira que estava preparado para ajudar na recuperação da Jamaica. O Departamento de Estado disse que iria enviar equipas de busca e salvamento.Santiago de Cuba devastadaEm Cuba, o furacão atingiu a ilha durante a madrugada de quarta-feira, com o centro da tempestade a passar por uma área rural a oeste de Santiago de Cuba, a segunda maior cidade.A passagem do Melissa, com ventos violentos e chuva intensa, arrasou a cidade de Santiago e isolou centenas de comunidades rurais, deixando 241 delas sem comunicações na província de Santiago, afectando cerca de 140 mil habitantes.As autoridades tinham retirado cerca de 735 mil pessoas no leste de Cuba, a maioria para centros de emergência, e cortaram a electricidade em praticamente toda a região. O governo já mobilizou 2500 trabalhadores para iniciar a recuperação.O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país sofreu danos consideráveis, num momento particularmente difícil devido à já existente escassez de alimentos, combustível e cortes de electricidade.O Melissa foi considerado o terceiro furacão mais intenso observado nas Caraíbas, atrás do Wilma (2005) e do Gilbert (1988). Cientistas apontam o aquecimento das águas oceânicas, devido às emissões de gases com efeito de estufa, como factor na intensificação mais rápida e frequente dos furacões.

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