CIÊNCIA

Mais de 300 startups brasileiras vão participar do Web Summit Lisboa 2025

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Dispostas a competir no mercado global, mais de 300 startups brasileiras vão desembarcar em Lisboa para participar do Web Summit 2025, que será realizado entre 10 e 13 de novembro na capital portuguesa. Este será o terceiro ano consecutivo em que o Brasil terá uma comitiva organizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com a Apex Brasil e a Embratur.O grupo será formado por startups de todo o país, com destaque para as do Norte e do Nordeste. O objetivo é incrementar o empreendedorismo nessas duas regiões, que são menos favorecidas economicamente. As empresas, selecionadas por meio de edital público, são dos ramos de Tecnologia da Informação (TI), tecnologias e saúde (Healthtech), serviços educacionais (Edtech), entre outros, sendo que mais de 50% delas estão sob o comando de mulheres.Segundo a head de Startups do Sebrae Nacional, Cristina Mieko, a expectativa para este ano é de que as empresas convertam a experiência no Web Summit — considerado um dos maiores eventos de tecnologia do mundo — em negócios concretos. Ela acrescenta que, antes de cruzarem o Atlântico, as startups selecionadas participarão de duas capacitações focadas em investimento e de uma trilha sobre cultura de negócios e tempo de resposta do ecossistema português.Diz Cristina Mieko: “O objetivo é que as startups cheguem a Lisboa proativas, com entendimento claro do mercado, prioridades comerciais definidas e um plano de retomada pós-evento, de modo que possam acelerar as negociações no ritmo local e encurtar o ciclo do primeiro contrato”.


Pavilhão BrasilPara garantir uma presença mais efetiva no Web Summit, as startups brasileiras terão dois espaços distintos dentro do Pavilhão Brasil, que será coordenado pelo Sebrae e pela Apex: um, de conteúdo e networking, outro, de exposições, que, além das empresas, reunirão hubs e parceiros estratégicos do ecossistema de inovação.O Sebrae ressalta que essas estratégias têm dado resultados concretos. Tanto que, nos últimos três anos, as startups brasileiras movimentaram quase R$ 94 milhões (15,6 milhões de euros) em negócios no Web Summit, ampliando operações na Europa a partir de Portugal. Na avaliação de Cristina Mieko, esses resultados demonstram que “a combinação de preparação, rede e presença internacional gera negócios concretos e consolida Portugal como ponte estratégica para a União Europeia”.No ano passado, o Brasil se posicionou entre os cinco maiores ecossistemas de inovação representados no Web Summit, ao lado de Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos. Para Mieko, isso se explica pelo fato de o ecossistema de inovação brasileiro ter características que o diferenciam no exterior por sua diversidade e continentalidade e por ter uma das maiores redes de apoio ao empreendedorismo do mundo. “Temos polos fortes em tecnologia, agro, energia e impacto social, sendo o ecossistema reconhecidamente criativo e adaptável”, destaca.


Resultados concretosEntre as startups que participaram do Web Summit de 2024 estava a MedEOR Medtech, de Santa Catarina, que dispõe de uma tecnologia que auxilia profissionais de saúde como médicos, fisioterapeutas e treinadores físicos na avaliação de força muscular e sensibilidade à dor. Em operação desde 2020, a empresa já vendeu mais de 2 mil equipamentos em todo o Brasil e encontra-se em fase de expansão.Diretor Comercial e um dos sócios da MedEOR, Emílio Wener tem ressaltado que a experiência no Web Summit Lisboa foi uma oportunidade de conhecer as demandas do mercado externo e de se posicionar para atendê-las. A startup, inclusive, conseguiu fechar dois negócios e está se preparando para atuar fora do país, com produtos sendo desenvolvidos para isso.A smartBOX — Transporte e Armazenamento Seguros, também presente no Web Summit em 2024, conseguiu fechar um negócio de US$ 100 mil (88,3 mil euros) durante o evento. No entender de Gustavo Braz Carneiro, fundador e CEO da startup, a partir da imersão internacional, pode-se ampliar conexões, consolidar parcerias e acelerar o desenvolvimento tecnológico e comercial da solução criada pela empresa de monitoramento ativo contra furtos e desvios logísticos.A smartBOX está há dois anos no mercado e atua na Amazônia Legal, principalmente no Amazonas e em Tocantins. A solução criada pela startup permite o monitoramento, em tempo real, das condições de cargas transportadas, como temperatura, umidade, rastreamento e possíveis violações. Além da indústria farmacêutica, a empresa tem atraído a atenção dos setores de eletroeletrônicos e moda.
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