Saem três Salazares para a mesa do canto
Não é preciso ser um génio para topar o óbvio: André Ventura prepara-se para atrair boa parte da atenção da campanha presidencial com invocações constantes de Oliveira Salazar e uma radicalização ainda mais atrevida do seu discurso. Deu para ver isso na entrevista que concedeu a Clara de Sousa na SIC, na qual não descansou enquanto não soltou a frase sobre o fantasma de Santa Comba que trazia preparada de casa: “Eu sou democrata por natureza, mas há uma expressão que se ouve muito e que faz sentido: não era preciso um Salazar, eram precisos três Salazares, porque o país está tão podre de corrupção, impunidade e bandidagem que seriam necessários três Salazares para pôr isto na ordem.” Aquilo não vinha a propósito de nada que lhe tivesse sido perguntado – foi, tão-só, a frase que ele criou com a sua equipa para ficar como o soundbite da noite. E ficou.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
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