CIÊNCIA

Luso-israelita morto em Gaza foi sepultado esta segunda-feira no seu <em>kibbutz</em>

O refém luso-israelita Yossi Sharabi, cujo corpo foi devolvido pelo grupo islamita Hamas ao abrigo do cessar-fogo na Faixa de Gaza, foi esta segunda-feira sepultado no kibbutz Be’eri, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente de Israel, Isaac Herzog.Yossi Sharabi, 53 anos, era irmão de outro antigo refém, Eli Sharabi, que foi libertado vivo durante o anterior cessar-fogo no enclave palestiniano, em Fevereiro passado, mas cuja mulher e duas filhas foram mortas durante os ataques do Hamas em 7 de Outubro de 2023 no sul de Israel.A imprensa israelita descreveu que milhares de pessoas reuniram-se para o funeral no kibbutz Be’eri, perto da fronteira com a Faixa de Gaza e de onde foi levado pelas milícias do Hamas juntamente com o namorado da filha, Ofir Engel, e um vizinho, Amit Shani, ambos entretanto libertados.Uma investigação militar concluiu em 2024 que Yossi Sharabi terá morrido em Janeiro do mesmo ano quando o edifício onde se encontrava capturado na Faixa de Gaza colapsou após um ataque da Força Aérea israelita nas proximidades.Segundo a Comunidade Judaica do Porto, Yossi Sharabi tinha nacionalidade portuguesa e foi certificado por esta comunidade por pertencer a uma família sefardita. Em Janeiro de 2024, o Governo português lamentou a sua morte, ao mesmo tempo que apelou para um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza. Na véspera da entrada em vigor da mais recente trégua, em 10 de Outubro, a Comunidade Judaica do Porto indicou ainda que, do total de 48 reféns envolvidos no acordo entre Israel e o Hamas, estavam incluídos seis com nacionalidade portuguesa, dos quais três vivos e três mortos.No âmbito do entendimento, o Hamas devolveu os últimos 20 reféns vivos que mantinha no enclave palestiniano, mas apenas 15 dos 28 que estavam mortos, alegando dificuldades em encontrar os corpos entre os escombros do território devastado por mais de dois anos de conflito.Segundo uma fonte do grupo palestiniano em declarações hoje à agência de notícias espanhola EFE, o “único obstáculo para a conclusão da recuperação dos corpos dos reféns é a falta de capacidade e de equipamento”.As autoridades israelitas insistem que o Hamas conhece a localização dos corpos e que, nesta altura, há esforços em curso para os recuperar, embora avisem que “a sua paciência não vai durar para sempre”, segundo uma fonte do gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, citada pelo jornal The Times of Israel, que indicou a possibilidade de mais uma entrega na noite de hoje.O Fórum dos Familiares dos Reféns pediu hoje a suspensão das próximas etapas do acordo de cessar-fogo até que o Hamas devolva os últimos 13 corpos ainda mantidos no território palestiniano. Em troca dos reféns, Israel libertou quase dois mil presos palestinianos e entregou 195 corpos.A primeira fase do acordo prevê a retirada parcial das forças israelitas do enclave e o acesso de ajuda humanitária ao território. A etapa seguinte, ainda por acordar, prevê a continuação da retirada israelita, o desarmamento do Hamas, bem como a reconstrução e a futura governação do enclave.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Para continuar no site, por favor, desative o Adblock.

Por favor, considere apoiar o nosso site desligando o seu ad blocker.