Unitree apresenta H2, o robô humanóide capaz de dançar
A empresa chinesa Unitree parece ter mudado o tom das suas apresentações. Os vídeos anteriores mostravam máquinas em modo de combate, quase sempre a exibir força e rapidez. Desta vez, o H2 surge a executar movimentos de dança complexos, mais próximos de um número de Broadway do que de uma demonstração de artes marciais. Provavelmente uma forma de humanizar os robôs.A nova arquitectura inclui articulações adicionais nos braços e pernas, bem como um mecanismo de anca redesenhado, que lhe dá maior fluidez de movimento e equilíbrio. Há até um esforço visível para tornar o robô mais “humano”: o rosto foi redesenhado, com feições mais expressivas, e algumas peças de roupa ajudam a reforçar a ilusão. Ainda assim, a Unitree não resistiu a mostrar um ou outro movimento de Kung-fu — apenas para provar que a agilidade não ficou esquecida.Mais preciso do que o H1O H1, lançado em 2023, era praticamente o oposto. Foi concebido para ser rápido, e conseguiu-o: estabeleceu recordes de velocidade em eventos de robótica em Pequim, tornando-se uma referência na categoria. O novo H2 abdica dessa performance pura em nome de uma maior capacidade de manipulação e precisão.Segundo a empresa, o objectivo é torná-lo útil em tarefas reais — desde funções de atendimento ao público até trabalhos em hotelaria ou assistência pessoal. A promessa é ambiciosa: criar um robô suficientemente ágil para lidar com o quotidiano humano, mas também seguro e previsível para o fazer entre pessoas.
A corrida pelo robô assistenteA Unitree está longe de estar sozinha nesta corrida. A Figure, sediada na Califórnia, apresentou recentemente o Figure 03, um modelo que recorre a inteligência artificial para executar tarefas domésticas simples — desde dobrar roupa a regar plantas. A empresa estabeleceu ainda uma parceria com a BMW, que irá testar o robô em ambiente de fábrica, explorando a sua integração em linhas de montagem ao lado de trabalhadores humanos.A Tesla, por sua vez, tem vindo a desenvolver o Optimus, também conhecido por “Tesla Bot”. Elon Musk revelou há poucos meses um novo protótipo capaz de realizar movimentos mais suaves e equilibrados, como agachar-se, andar em linha recta e manipular pequenos objectos. O objectivo declarado é que o Optimus se torne uma extensão do ecossistema Tesla, podendo vir a ser produzido em larga escala e integrado em ambientes industriais e domésticos.No Japão, a Toyota mantém o foco na assistência a idosos, com a série T-HR3, concebida para replicar movimentos humanos com grande precisão e sensibilidade táctil. Este modelo pode ser controlado remotamente e destina-se a apoiar tarefas em que a empatia e o cuidado são tão importantes quanto a técnica.A Boston Dynamics, parte do grupo Hyundai, que há mais de uma década impressiona o público com vídeos de robôs a correr, saltar e dançar, também não ficou para trás. A empresa substituiu recentemente o histórico Atlas por uma nova versão mais compacta e com movimentos de torção e rotação mais naturais — um passo decisivo rumo à interacção segura com humanos em contextos reais de trabalho.










