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Mercado regulado ou liberalizado da eletricidade: Qual é mais barato?


Já se sabe que a fatura da eletricidade vai subir, no próximo ano, para quem está no mercado regulado da eletricidade. Comparando com o mercado liberalizado, afinal, qual é a mais barato?

“A escolha dependerá sempre do perfil de consumo, da potência contratada de que necessita, dos períodos de consumo e da previsibilidade que deseja. No entanto, há várias diferenças entre os dois mercados”, explica a DECO PROTeste.
Mercado regulado
No mercado regulado, os “preços da eletricidade são fixados anualmente pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos”, sendo que “existe a possibilidade de revisão trimestral, mas não tem sido comum”.
“Pode ser uma boa opção para os consumidores que valorizam a estabilidade de preços ou que não acompanham a evolução de preços na fatura. Quando alterado, o tarifário é igual para todos os clientes, sejam estes atuais ou novos”, explica a DECO PROTeste. 

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) apresentou uma proposta de aumento no preço da eletricidade para as famílias no mercado regulado de 1% a partir de 1 de janeiro de 2026. Perceba o que está em causa.
Beatriz Vasconcelos com Lusa | 08:10 – 17/10/2025

Mercado liberalizado
Por outro lado, no mercado liberalizado “os comercializadores fixam os preços e as condições contratuais livremente”, o que “significa que os preços podem variar mais frequentemente, com ofertas competitivas”.
E mais: “Existe a possibilidade de oferta de tarifas com descontos ou outros benefícios associados”.
“Ao longo do tempo, as condições de preço vão sendo alteradas. Por isso, convém consultar a fatura para verificar se as vantagens económicas iniciais se mantêm. Todas as faturas indicam quanto pagaria a mais ou a menos se trocasse para uma tarifa do mercado regulado e mantivesse o mesmo perfil de consumo. Se estiver a pagar a mais, a tarifa que tem pode já não ser a melhor opção”, explica ainda a organização de defesa do consumidor. 
Qual é a maior vantagem? Na opinião da DECO PROTestes “é a possibilidade de mudar de comercializador a qualquer momento, sem custos”, já que “na maioria dos casos, não existe fidelização obrigatória”.
ERSE propõe aumento de 1% na tarifa regulada de eletricidade a partir de janeiro
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) apresentou uma proposta de aumento no preço da eletricidade para as famílias em mercado regulado de 1% a partir de 1 de janeiro de 2026.
Segundo o regulador do setor energético, a subida agora proposta traduz-se num acréscimo entre 0,20 e 0,37 euros na fatura mensal, já com taxas e impostos.
“Este acréscimo é inferior à variação prevista para o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), o que representa uma redução em termos reais”, destaca a ERSE.
O mercado regulado abrangia, no final de agosto, mais de 820 mil clientes domésticos, segundo dados da entidade reguladora.
Em Portugal continental, as tarifas de venda a clientes finais no mercado regulado registaram uma variação média anual de 1,7% entre 2021 e 2026, de acordo com o regulador.
No mercado livre, que somava 5,7 milhões de clientes no final de agosto, os preços de venda a clientes finais variam entre comercializadores e dependem da oferta contratualizada pelo cliente.
Leia Também: ERSE propõe aumento de 1% na tarifa regulada de eletricidade a partir de janeiro 

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