Trabalhadores humanitários na Palestina, jornalistas presos e estudantes sérvios são os finalistas do Prémio Sakharov
Os jornalistas e trabalhadores humanitários na Palestina, dois jornalistas presos na Bielorrússia e na Geórgia e os estudantes sérvios são os finalistas deste ano do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, atribuído pelo Parlamento Europeu, de acordo com a lista final divulgada pela subcomissão de direitos humanos da instituição.Os finalistas são o polaco Andrzej Poczobut e a georgiana Mzia Amaglobeli, jornalistas presos “por lutarem pela liberdade de todos”, os jornalistas e trabalhadores humanitários na Palestina e em todas as zonas de conflito, representados pelo Sindicato de Jornalistas Palestinianos, pelo Crescente Vermelho e pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente (UNRWA), e ainda os estudantes sérvios que lideram os protestos antigovernamentais no país dos Balcãs.A decisão final cabe à Conferência de Presidentes, que reúne os líderes dos grupos políticos do Parlamento Europeu e a presidente Roberta Metsola. Tradicionalmente, o vencedor do prémio recebe o galardão durante uma cerimónia solene na sessão plenária de Dezembro, em Estrasburgo.No ano passado, o prémio foi atribuído à líder da oposição venezuelana María Corina Machado — distinguida este ano com o Prémio Nobel da Paz — e ao candidato presidencial Edmundo González, em reconhecimento pela “luta pelo futuro democrático” da Venezuela, segundo declarou então Roberta Metsola durante o anúncio do galardão.Criado em homenagem ao físico soviético e dissidente político Andrei Sakharov, o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento é a mais alta distinção da União Europeia na área dos direitos humanos. O galardão, que inclui um prémio monetário de 50 mil euros, é atribuído anualmente pelo Parlamento Europeu a indivíduos, grupos ou organizações que se destacam na defesa dos direitos humanos, da liberdade de expressão e dos valores democráticos.Desde a sua criação, em 1988, foram distinguidos numerosos laureados, entre os quais Nelson Mandela e Anatoly Marchenko, vencedores da primeira edição, bem como dissidentes, líderes políticos, jornalistas, advogados, activistas da sociedade civil, as Nações Unidas e os Repórteres sem Fronteiras.










