Uncategorized

Maria Grazia Chiuri é a nova directora criativa da Fendi e regressa ao seu berço na moda

Maria Grazia Chiuri é a nova directora criativa da Fendi, naquele que é o seu regresso à casa de moda italiana onde começou a carreira nos anos 1990. Grazia Chiuri sucede a Silvia Venturini Fendi, que anunciou recentemente um novo cargo de “embaixadora mundial” da marca fundada pela sua família. “Regresso à Fendi com honra e alegria, tendo tido o privilégio de iniciar a minha carreira sob a orientação das fundadoras da casa, as cinco irmãs”, reagiu a designer italiana, que tem estreia marcada para Fevereiro do próximo ano.O anúncio desta terça-feira vem confirmar os rumores que circulavam há alguns meses, quando Grazia Chiuri deixou subitamente a direcção criativa da Dior — onde foi substituída por Jonathan Anderson. A criadora mantém assim a ligação à LVMH de Bernard Arnault, que também é proprietária Fendi, uma casa centenária com cujos códigos está particularmente familiarizada.“Maria Grazia Chiuri é um dos maiores talentos criativos da moda actual e estou muito satisfeito por ela ter escolhido regressar à Fendi para continuar a exprimir a sua criatividade”, declara Arnault numa nota de imprensa citada pela Vogue Business. E continua: “Rodeada pelas equipas Fendi e numa cidade que lhe é cara, estou convencido de que Maria Grazia contribuirá para a renovação artística e para o sucesso futuro da maison, perpetuando ao mesmo tempo o seu património único.”O CEO da Fendi, Ramon Ros, também celebra a chegada de Grazia Chiuri, que diz serem “óptimas notícias”, sobretudo numa época de tanta incerteza para a indústria da moda. “Pode ser uma oportunidade se a criatividade for vista como um motor, mas é preciso alguém que tenha a determinação, o controlo total do métier e uma visão forte que remova todo o ruído e se concentre nos produtos”, defende em declarações à Women’s Wear Daily.

Ou seja, a chegada de Maria Grazia Chiuri é vista como uma bóia de salvação para a Fendi — ainda que a LVMH não divulgue dados específicos de cada casa de moda, estima-se que a etiqueta tenha uma facturação estimada de 2000 milhões de euros anuais. Todavia, o primeiro desfile só está marcado para a Semana da Moda de Milão em Fevereiro, seguindo-se a linha masculina em Junho e a alta-costura em Julho.Trata-se de uma mudança de estratégia para a Fendi que, até agora, tinha divididas todas as colecções: ou seja, havia um designer atribuído para cada colecção desde a morte de Karl Largerfeld, que foi director criativo entre 1992 e 2019. Doravante, como directora criativa, Grazia Chiuri assina todas as colecções (à excepção da joalharia que se mantém com Delfina Delettrez Fendi, filha de Silvia), o que “trará consistência a toda a linha e solidez a longo prazo à narrativa”, explica o CEO, que chegou ao cargo no início deste Verão.A expectativa é que assuma também um papel de “curadora” da Fendi, que conhece bem — durante um década, entre 1989 e 1999, foi designer de acessórios e ajudou a criar a icónica mala Baguette. “A Fendi foi sempre uma forja de talentos e um ponto de partida para muitos criativos do sector, graças à extraordinária capacidade destas cinco mulheres para promover e alimentar gerações de visão e competência”, reforça Grazia Chiuri, referindo-se a Paola, Anna, Franca, Carla e Alda, filhas dos fundadores Adele e Edoardo Fendi.


Maria Grazia Chiuri compromete-se a escrever “um novo capítulo na história desta extraordinária empresa fundada por mulheres”. O feminismo é uma das marcas da assinatura criativa da criadora de Roma, algo que Ramon Ros elogia, defendendo que os designers têm de ter uma faceta de sociólogos. “Ela tem uma empatia muito forte com os clientes, é muito inteligente e, num segundo, compreende o contexto, o que está a acontecer no mundo e o que o mundo precisa.”A Fendi também é um lugar conveniente para a criadora, uma vez que lhe permite voltar definitivamente a Itália. Maria Grazia Chiuri fez carreira na Valentino, onde foi directora criativa com Pierpaolo Piccioli (agora na Balenciaga) entre 2008 e 2016. Nesse ano, foi recrutada pela Dior onde ficou quase uma década, abrindo a casa de luxo francesa a novos públicos, por exemplo, através da colaboração com artistas femininas. Com ela, lembra a Vogue, as vendas da Dior passaram de 2,2 mil milhões de euros em 2017 para 9,5 mil milhões em 2023.

Botão Voltar ao Topo

Para continuar no site, por favor, desative o Adblock.

Por favor, considere apoiar o nosso site desligando o seu ad blocker.