Professores sem salários, contratos e expulsos da escola

102TEXTO DE MICAELA MEQUEProfessores da Escola Comunitária Missão Yoido Internacional, localizada no bairro 1.º Maio, no município da Matola, estão há cinco meses sem salários, contrato de trabalho e, actualmente, alguns foram afastados depois de reivindicarem o pagamento dos seus ordenados.Os professores acusam a instituição de os ter substituído depois de terem anunciado a paralisação das aulas.ulas. O grupo de professores foi solicitado em Janeiro do ano corrente e iniciou as actividades em Março, devido ao adiamento do arranque do ano lectivo, na sequência das cheias. Xavier Mário Zunguze, professor, fez saber que, embora a preparação das actividades tenha começado em Fevereiro do ano corrente, receberam apenas os salários de Março e Abril e o patronato não apresentou qualquer justificação ao corpo docente, mesmo após aproximação à direcção pedagógica e financeira, dirigidas por parentes do proprietário da escola.Houve promessa de pagamento durante o mês de Junho. Por isso, os professores retomaram as actividades. “As promessas repetiram-se nos meses seguintes. O proprietário convocou uma reunião com os professores por video-chamada, informou que se encontrava em viagem e garantiu que pagaria os valores em dívida quando regressasseˮ.Mais tarde, através do advogado da instituição, os professores receberam um documento individual que reconhecia a dívida e estabelecia a data de 30 de Setembro como o prazo para saldar a dívida de quatro meses de salários em atraso. Apesar do compromisso assumido por escrito, o pagamento não foi, novamente, efectuado. No dia 29 de Setembro, o proprietário propôs entregar 2500,00 meticais a cada professor para ajudar nas despesas de transporte, enquanto o pagamento integral não fosse realizado.A proposta foi discutida entre os docentes, que consideraram insustentável, pois sucessivas promessas levaram-nos a contrair dívidas. “À medida que ele ia prometendo, nós também ganhávamos confiança e fazíamos dívidas para manter o transporte e continuar a trabalhar. Por isso, não fazia sentido receber, depois de meses de espera, 2500,00 meticais para custear o transporte”, afirmou.Na mesma data que propôs disponibilizar os 2500,00 meticais, o corpo docente admitiu paralisar as aulas, caso o pagamento não se efectivasse a 30 de Setembro, conforme assumido por escrito. Neste contexto, o patronato pediu aos professores que não paralisassem as aulas, prometendo regularizar a situação até 16 de Outubro. Contudo, os docentes decidiram avançar com a paralisação, tendo comunicado formalmente à Direcção da Escola na manhã de 30 de Setembro. Leia mais…

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