Vacina contra meningite: cobertura no grupo de 11 a 14 anos é de 67,1%, diz novo painel

Ler Resumo

O Ministério da Saúde lançou um painel para monitorar a vacinação de adolescentes de 11 a 14 anos contra a meningocócica ACWY. A ferramenta revela uma cobertura preocupante de apenas 67,1%, bem abaixo da meta de 95%. O objetivo é identificar regiões com baixa imunização para reforçar ações contra a doença.

Este resumo foi útil?

👍👎

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Uma plataforma do Ministério da Saúde para o monitoramento da imunização de adolescentes de 11 a 14 anos com a vacina meningocócica ACWY foi lançada nesta quarta-feira, 28, e mostrou que apenas 67,1% dessa população está protegida — a cobertura vacinal preconizada é de 95% —.
O objetivo do Painel da Vacina Meningocócica ACWY é ser uma ferramenta para mapear regiões com índices baixos de vacinação e ajudar nas ações de planejamento contra a meningite, doença que pode desencadear sequelas graves e até matar.

No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina meningocócica ACWY é aplicada aos 12 meses como reforço da vacina meningocócica C, ofertada aos 3 e aos 5 meses de vida. Depois, é indicada para o público de 11 a 14 anos.

“A vacina meningocócica ACWY protege contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis (A, C, W e Y), responsável pela doença meningocócica invasiva, que pode se manifestar como meningite ou meningococcemia. Essas condições apresentam evolução rápida e podem provocar complicações graves, sequelas permanentes e até mesmo a morte”, explicou, em nota, o ministério.

Continua após a publicidade

O painel traz a cobertura vacinal total do público-alvo, mas é possível destrinchar os dados por idade. A população de 11 anos apresenta o índice mais baixo de imunizados, totalizando 46,76%. O percentual mais alto é dos adolescentes de 14 anos (77,42%), seguido dos jovens de 13 anos (72,83%) e de 12 anos (71,19%).
Como funciona o painel
Para a obtenção do status da vacinação por idade, a ferramenta faz o cruzamento de dados de diferentes bases do Ministério da Saúde e de outros órgãos públicos, como informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), identificados pelo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou pelo Cartão Nacional de Saúde (CNS), bem como informações de nascidos vivos registradas no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e estimativas populacionais.
“Essa metodologia contribui para reduzir duplicidades e inconsistências nos registros, aprimorar o cálculo da população de referência e aumentar a confiabilidade dos indicadores de cobertura vacinal”, explicou.

Continua após a publicidade

Meningite
Doença que pode ser causada por bactérias, vírus e outros patógenos, a meningite é uma inflamação das membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal, as meninges, que pode levar a complicações como pneumonia, perda auditiva, danos neurológicos e amputações.
A letalidade é considerada alta e varia entre 20% e 30%, com índices mais elevados em crianças com menos de 5 anos e idosos.
A vacina monitorada pelo painel protege contra os sorogrupos A, C, W-135 e Y da bactéria Neisseria meningitidis.

Continua após a publicidade

Sintomas da meningite
Em material informativo sobre a doença, o Ministério da Saúde traz orientações para identificar os sintomas da meningite.

Em bebês e crianças pequenas: irritabilidade, choro persistente, recusa alimentar, vômitos e moleira estufada/inchada (fontanela abaulada)
Sinais de gravidade: confusão mental, convulsões, dificuldade para acordar e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele. Na presença desses sinais, o atendimento médico deve ser imediato

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo