André Janones sofre arritmia cardíaca e é internado na UTI: entenda os sintomas e os gatilhos da condição

O deputado federal André Janones (Rede-MG) foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar um episódio de arritmia cardíaca. A internação ocorreu na madrugada desta segunda-feira (19), depois de o parlamentar acompanhar o debate presidencial realizado pela TV Band na noite anterior, marcado por tumulto e trocas de acusações entre os candidatos e seus respectivos aliados e assessores.
O boletim de saúde do deputado ainda não está disponível, mas a arritmia cardíaca pode se manifestar de diferentes maneiras. Em alguns casos, ela provoca apenas palpitações passageiras. Em outros, pode estar associada a problemas cardiovasculares que exigem atendimento imediato.

A arritmia acontece quando há uma alteração no ritmo ou na frequência dos batimentos do coração. Isso ocorre quando os impulsos elétricos responsáveis por coordenar as contrações cardíacas não funcionam como deveriam.
O coração pode bater mais rápido do que o habitual, situação chamada de taquicardia, ou mais lentamente, quadro conhecido como bradicardia. Também existem arritmias que provocam batimentos irregulares.

Nem toda alteração do ritmo cardíaco, porém, representa uma emergência. A gravidade depende do tipo de arritmia, de sua duração e das condições de saúde da pessoa. Por isso, a avaliação médica é fundamental para determinar a necessidade de tratamento.

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Quais são os sintomas de arritmia cardíaca?
Algumas pessoas descobrem que têm arritmia durante exames de rotina, enquanto outras apresentam sintomas que podem interferir nas atividades diárias. Entre os mais comuns estão:

Palpitações: sensação de que o coração está acelerado, batendo forte ou fora do ritmo;
Tontura: pode ocorrer quando a alteração cardíaca compromete a circulação sanguínea;
Falta de ar: dificuldade para respirar, inclusive durante esforços leves;
Cansaço e fraqueza: sensação de indisposição que pode surgir sem motivo aparente;
Dor ou desconforto no peito: sintoma que precisa de atenção, sobretudo quando aparece de forma súbita;
Desmaio ou sensação de desmaio: pode indicar uma alteração importante e exige avaliação imediata.

Estresse pode desencadear arritmia?
A arritmia cardíaca pode ter diferentes causas, desde problemas no próprio coração até fatores externos, como estresse, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e alterações hormonais.
Situações de tensão emocional podem provocar alterações na frequência cardíaca. Durante momentos de estresse, o organismo libera substâncias como a adrenalina, que aumentam a atividade do sistema nervoso e podem acelerar os batimentos.

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Em pessoas suscetíveis, esse processo pode favorecer o aparecimento de determinados tipos de arritmia. Mas ainda não é possível afirmar que uma situação estressante tenha sido a causa do episódio apresentado por Janones.
Em alguns casos, a condição está relacionada a doenças preexistentes. Pode ser que a causa também não seja identificada imediatamente. Os principais fatores de risco são:

Tabagismo;
Sedentarismo;
Sobrepeso e obesidade;
Apneia do sono;
Exageros na ingestão de bebidas alcoólicas;
Distúrbios de tireoide;
Hipertensão;
Diabetes;
Estresse;
Predisposição genética.

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Como a arritmia é diagnosticada e tratada?
O diagnóstico começa com a avaliação clínica, que considera os sintomas, o histórico de saúde e os medicamentos utilizados pelo paciente.
O eletrocardiograma é um dos principais exames para identificar alterações no ritmo cardíaco. Dependendo do caso, o médico pode solicitar o Holter, que registra a atividade elétrica do coração durante um período prolongado, além de ecocardiograma e exames de sangue.
O tratamento depende do tipo de arritmia e de sua causa. Algumas situações exigem apenas acompanhamento e mudanças nos hábitos de vida. Outras podem necessitar de medicamentos, procedimentos como a ablação por cateter ou implantação de dispositivos, como o marca-passo.

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A internação em uma UTI permite monitoramento contínuo e assistência intensiva quando a equipe médica considera esse cuidado necessário. Por si só, porém, a internação não permite determinar a gravidade definitiva ou o prognóstico de um paciente.

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