Sarampo: os principais sintomas da doença são as famosas manchas vermelhas (exantema) no corpo e febre alta (Getty Images/Reprodução)
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A viagem apostólica do Papa Leão XIV agendada para a América do Sul (Uruguai, Argentina e Peru) em novembro deste ano ligou o alerta da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para o risco de crescimento de infecções por sarampo na região.
A entidade internacional de saúde pública mais antiga do mundo, que atua como o escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), classifica como muito alta a possibilidade de um contágio da doença, impulsionado pela baixa cobertura vacinal e pela aglomeração de fiéis.
No Brasil, o relatório da OPAS contabiliza pelo menos 39 casos notificados de sarampo entre 4 de janeiro e 3 de outubro de 2026. No mesmo período, o mapeamento das Américas indica a confirmação de 55.800 casos da doença, além de 77 mortes, sendo que Guatemala, Estados Unidos, Peru e Canadá concentram 99,5% de todos os registros.
Especialistas destacam que milhões de crianças continuam sem proteção em decorrência da dificuldade de acesso aos locais de vacinação ou hesitação dos responsáveis em relação aos imunizantes. Para conter o avanço do sarampo, a Organização Pan-Americana da Saúde sugere duas ações: a primeira aos governos locais, para que reforcem a vigilância epidemiológica; e a segunda aos viajantes, para que as cadernetas de vacinação estejam atualizadas com antecedência de duas semanas antes dos deslocamentos, indicação que também vale para quem vive nos territórios onde os eventos irão ocorrer.
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Apesar de o Papa Leão XIV ter sido submetido a uma cirurgia para retirada de um câncer nesta terça-feira (13), o Vaticano mantém, por enquanto, a vinda do Santo Padre à América do Sul.