De sexo a críticas ao carnaval: as frases polêmicas de Netinho

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Netinho, cantor de sucessos como Milla, faleceu aos 60 anos. Nos últimos anos, ele se destacou por declarações controversas sobre sexo, política e a comunidade LGBTQIA+. Apoiador de Bolsonaro, chegou a se candidatar a deputado e criticou o Carnaval de Salvador, mostrando uma faceta pública que gerou intensos debates.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Netinho, 60, que morreu nesta terça-feira, 13, em Salvador, após complicações de um linfoma não Hodgkin, não ficou conhecido apenas pelos sucessos Milla e Beijo na Boca. Nos últimos anos, o cantor também ganhou destaque por declarações controversas sobre sexo, política e a comunidade LGBTQIA+. Apoiador declarado de Jair Bolsonaro, ele chegou a se apresentar como um “soldado” do ex-presidente para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Em julho de 2020, durante entrevista ao então deputado federal Eduardo Bolsonaro, Netinho, que havia assumido publicamente sua bissexualidade, criticou a comunidade LGBTQIA+ por não apoiar o governo do pai do parlamentar. “Se esse pessoal LGBT não vivesse de acordo com o fiofó estariam comandando o Brasil junto com o Jair”. Na mesma conversa, também declarou que estava há quatro anos sem manter relações sexuais, decisão tomada após identificar o que descreveu como um vício. “Não podia ver um buraco de fechadura que me dava tesão”, contou.

O Carnaval de Salvador, responsável por impulsionar sua carreira nos anos 1990, também foi alvo de críticas. Na entrevista, Netinho classificou a festa como “Sodoma e Gomorra” e afirmou que famílias já não queriam frequentá-la. Para justificar a avaliação, citou homens se beijando nas ruas, cenas de nudez e o suposto consumo de drogas nos camarotes.

O apoio ao ex-presidente também levou Netinho a tentar uma carreira política. Em janeiro de 2022, após receber um convite da então deputada federal Carla Zambelli, o cantor anunciou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados pelo Partido Liberal (PL). “Eleito, serei um soldado de Jair Bolsonaro na Câmara”, escreveu nas redes sociais. Na publicação, afirmou ainda que defenderia os valores de “Deus, Pátria, Família e Liberdade”. A candidatura não teve sucesso.

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Em janeiro de 2023, após os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, nas redes sociais, Netinho defendeu a mobilização de apoiadores de Bolsonaro e sugeriu a participação de caçadores, atiradores e colecionadores de armas (CACs). “Levantem-se e ajudem-nos, o povo patriota”, escreveu. Diante da repercussão, o Iate Clube de Aracaju, em Sergipe, cancelou uma apresentação prevista para aquele mês. O cantor apagou publicações e negou ter incentivado atos violentos.
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