A angústia de sobreviver à poluição ambiental

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TEXTO DE GENÉZIA GERMANO

A poluição ambiental constitui uma preocupação em diferentes pontos do país, onde actividades industriais, mineiras e portuárias exercem pressão sobre os recursos naturais. A emissão de fumos e poeiras, a produção de resíduos e a descarga de água com substâncias poluentes estão entre os factores que podem comprometer a qualidade do ar, da água e do solo, com possíveis consequências para os ecossistemas e as comunidades. A dimensão dos impactos depende do tipo de actividade e das condições em que decorre.

Na província de Maputo, esta preocupação ganha expressão nos bairros onde unidades fabris operam paredes-meias com habitações. Moradores de “Tchumene 2”, no bairro Matola-Gare, e Matola “A” mostram-se frustrados com as actividades de unidades fabris e alegam já sofrer mazelas desta convivência. A lista de queixas já vai longa, pontificando preocupações associadas à saúde.

No “Tchumene 2”, os residentes apontam o fumo e odor forte que chegam às casas como as razões do desconforto. Enquanto isso, na Matola “A”, a principal preocupação está associada à vala onde, segundo moradores, circula água turva que exala mau cheiro.

As águas negras também afectam os solos e as estruturas das casas. Por coincidência ou não, nestes lugares, os residentes relatam que o histórico de diagnóstico dos últimos tempos está relacionado com doenças respiratórias como tosse e asma.

Contudo, não foram apresentados resultados laboratoriais que permitam estabelecer uma relação directa entre as actividades industriais e os problemas de saúde acima mencionados. Segundo ambientalistas, a avaliação técnica da qualidade do ar, da água e do solo revelam-se necessárias para determinar a existência, a natureza e a extensão de eventuais impactos. Leia mais…

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