Ler Resumo
Para ser proficiente em inteligência artificial, que tal sair um pouco da frente do ChatGPT e mergulhar na leitura? Este artigo recomenda uma seleção de livros de autores brasileiros que exploram a relação humana com a tecnologia, os desafios do poder digital, a criatividade na era da IA e o futuro do trabalho. Uma pausa tecnológica para aprofundar seu conhecimento.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Uma excelente maneira de ser proficiente no uso de inteligência artificial é sair um pouco da frente do ChatGPT (ou do Claude ou do Gemini).
Sim, parece contraditório, mas recomendo intervalos com menos tecnologia generativa e mais leitura de livros – hoje eu cheguei dando sermão, e não quero queixas, combinado? Ler melhora a vida da gente, vai por mim.
Poderia recomendar livros maravilhosos de ficção, mas como nosso foco aqui é IA, decidi reunir alguns dos muitos lançamentos bacanas que me chegaram às mãos ao longo dos últimos meses.
Todos eles escritos por autores brasileiros. Porque, né, Brasil é Brasil e não falta gente brilhante criando coisa idem aqui nas nossas terras.
08O Monge, o Iogue e o Faquir, de Ronaldo Lemos
– (./Divulgação)
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“Esse é o meu livro dos 50 anos”, me disse Ronaldo Lemos, num painel que mediei na Bienal do Livro, mês passado. Isso fica claro quando a gente lê, porque traz uma série de reflexões (maduras) sobre a relação humana com a tecnologia – em boa parte, a partir da própria convivência dele com inovação, algo a que se dedica há décadas. Lemos recorre às três figuras do título para discutir como cuidamos do corpo, das emoções e da mente na contemporaneidade tão cheia de máquinas. O faquir representa a disciplina física; o monge, a educação dos sentimentos; o iogue, o desenvolvimento intelectual. O interesse está na aproximação entre essas tradições e problemas bastante atuais, como a preocupação excessiva com a imagem e a pressão para transformar toda atividade em produtividade.
Editora Todavia, 192 páginas, R$ 79,90.
A Humanidade e o Poder Digital, de Eduardo Felipe Matias
– (./Divulgação)
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Usar uma plataforma implica aceitar regras que afetam o que podemos publicar, quais informações encontramos e como nossos dados são tratados. Eduardo Felipe Matias amplia essa discussão ao examinar o poder acumulado pelas empresas de tecnologia e as consequências da inteligência artificial para o emprego, a democracia e a liberdade individual. Advogado, doutor em direito internacional pela USP e autor de dois livros premiados com o Jabuti, ele reúne questões que muitas vezes aparecem separadas no noticiário, como vigilância, desinformação, desigualdade e decisões automatizadas. A leitura oferece uma visão abrangente de como esses fenômenos se relacionam e dos desafios de criar regras que protejam direitos. Leitura bacana, em especial, para quem quer entender quanto da vida digital depende de decisões tomadas por empresas privadas, com efeitos sobre toda a sociedade.
Editora Senac São Paulo, 456 páginas, R$ 99,00
Tecnologias da Invenção, de Dora Kaufman e Giselle Beiguelman
Tecnologias da Invenção, de Dora Kaufman e Giselle Beiguelman (./Divulgação)
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O que acontece com a criação quando uma pessoa pode gerar imagens, textos e outras combinações em poucos segundos? Dora Kaufman, pesquisadora de inteligência artificial e professora da PUC-SP, e Giselle Beiguelman, artista e professora da FAU-USP, investigam essa transformação com apoio na história da arte e nos estudos sobre criatividade. As autoras examinam o papel das escolhas humanas e defendem a importância da experimentação e da diversidade cultural diante da tendência de produzir resultados semelhantes. Interessa especialmente a quem escreve, desenha, ensina ou trabalha com imagens e quer compreender as consequências de adotar essas ferramentas.
Editora Autêntica, 192 páginas, R$ 67,90
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Exponential — Além da Fronteira Humana, de Pyr Marcondes
– (./Divulgação)
A ideia de que a criatividade depende de um gênio solitário é o ponto que Pyr Marcondes procura desmontar ao aproximar história da arte, neurociência e inteligência artificial. Jornalista, empresário e consultor com longa trajetória em publicidade e tecnologia, o autor argumenta que as criações surgem de repertórios, experiências e trocas, e que a IA amplia as possibilidades dessas combinações. Ele defende a criação em parceria com as máquinas, enquanto atribui às pessoas a responsabilidade de escolher o que merece ser desenvolvido e com qual intenção. O interesse está nessa abordagem da criatividade como um processo que pode ser cultivado, além da discussão sobre autoria e originalidade. É uma leitura favorável à colaboração com a IA, especialmente próxima das inquietações de quem trabalha com comunicação e criação.
Macuco Books/Galáxia, 284 páginas, R$ 192,90
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O Trabalho de Ser Humano, de Piero Franceschi
– (./Divulgação)
Durante décadas, ser comparado a uma máquina foi elogio para quem produzia muito, cumpria processos e entregava resultados previsíveis. Piero Franceschi, sócio da empresa de educação em negócios StartSe, examina o problema dessa formação profissional quando a IA passa a executar justamente atividades que exigem repetição e processamento de informações. Sua crítica alcança também a busca constante por facilidade, que, segundo ele, enfraquece nossa disposição para enfrentar dificuldades e aprender. A proposta se organiza em três frentes, desafio, descoberta e diálogo, para reconstruir a relação com o trabalho. É uma indicação especialmente pertinente para quem precisa repensar a carreira ou liderar equipes, porque associa a discussão sobre automação às escolhas que empresas e profissionais fazem no cotidiano.
Editora Gente, 176 páginas, R$ 76,90.
O Cibernauta em A Super Senha Secreta, de Daniel Meirelles e Eduardo Argollo, com ilustrações de Gabriel Hod
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Para as crianças, a seleção traz uma aventura sobre segurança digital, tema que merece espaço na educação tecnológica desde cedo. Cibernauta, Carol e Lucas precisam impedir que o Capitão Quebra Senha invada os cofres digitais de uma galáxia conectada, enquanto aprendem a proteger informações e a cooperar. O enredo dá forma a um cuidado que pode parecer abstrato para os pequenos, a importância de uma senha segura. Funciona como um interessante ponto de partida para pais e educadores conversarem com as crianças sobre responsabilidade e proteção na internet.
Editora Brasport, 54 páginas, R$ 48,00.
(Os preços foram consultados em 7 de outubro, podem variar de acordo com o market place de preferência do leitor)
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Alvaro Leme é doutorando e mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, jornalista e criador do podcast educativo Aprenda