Ministro do Quênia pede para população ‘não entrar em pânico’ após 1º caso de ebola vindo do Congo no país

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O Quênia registrou seu primeiro caso de Ebola, envolvendo um cidadão que chegou de voo da República Democrática do Congo via Uganda. O paciente faleceu em Nairóbi, e as autoridades já identificaram e estão monitorando contatos. O governo pede calma e reforça que está preparado para conter a doença. O caso está ligado ao surto na RDC.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O Quênia confirmou nesta terça-feira, 6, seu primeiro caso de Ebola. O paciente, um cidadão queniano que havia vivido durante sete anos na República Democrática do Congo (RDC), morreu após chegar a Nairóbi, capital do Quênia, onde foi diagnosticado com a doença.
O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Aden Duale. Segundo ele, o homem estava doente havia cerca de um mês quando deixou a RDC. Primeiro, viajou por terra até Kampala, capital de Uganda. De lá, embarcou em um voo com destino a Nairóbi, onde chegou no sábado, 3 de outubro.

Após desembarcar no aeroporto internacional Jomo Kenyatta, o paciente passou pela triagem sanitária e pela imigração. Em seguida, foi levado por familiares e um amigo diretamente ao Nairobi Hospital.

Ele apresentava sintomas como febre, calafrios e sangramento sob a pele e foi colocado em isolamento. Morreu na noite de segunda-feira, 5.

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Autoridades rastreiam contatos
O governo queniano identificou inicialmente 28 pessoas que tiveram contato com o paciente, entre familiares e profissionais de saúde. As autoridades também procuram outros 23 passageiros e quatro tripulantes que estavam no voo entre Uganda e Nairóbi.
Segundo o Ministério da Saúde, os contatos serão acompanhados durante o período de monitoramento. A pasta afirma que o país mantém elevado nível de preparação para responder ao Ebola desde o início do surto regional.
O diretor-geral da Saúde do Quênia, Patrick Amoth, afirmou que o paciente pode ter passado pela triagem no aeroporto sem ser identificado porque os medicamentos que vinha tomando teriam reduzido ou mascarado os sintomas naquele momento.

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Apesar da confirmação do primeiro caso no país, Duale pediu tranquilidade à população e afirmou que as estruturas necessárias para conter a doença estão funcionando. “Não entrem em pânico”, disse ele, em coletiva de imprensa.
O governo queniano já havia reforçado a vigilância em fronteiras, a capacidade de diagnóstico e os mecanismos de isolamento diante da epidemia na região. O Ministério da Saúde informou anteriormente que vinha ampliando a preparação justamente devido ao intenso deslocamento de pessoas entre Quênia, Uganda e a RDC.

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O caso queniano está ligado ao surto de Ebola que atinge o leste da RDC. A epidemia é provocada pela variante Bundibugyo, uma forma rara do vírus.
Mais de 8 mil casos e mais de 4 mil mortes já foram registrados na RDC desde o início do surto, segundo dados divulgados nesta terça-feira. Uganda também registrou casos no decorrer do ano, mas foi declarado livre da doença em agosto.

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O Ebola é transmitido principalmente pelo contato direto com sangue e outros fluidos corporais de pessoas infectadas, inclusive após a morte. Entre os sintomas estão febre, vômitos e diarreia; nos quadros graves, podem ocorrer hemorragias.

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