Gkay desabafa sobre bets, distorção de imagem e depressão: ‘Tive vontade de desistir’

Ler Resumo

Gkay abre o jogo sobre sua saúde mental, revelando diagnóstico de depressão e o impacto da perda do pai e críticas à aparência. A influenciadora detalha sua jornada de tratamento, o tabu sobre psiquiatria, e sua experiência no Carnaval. Ela também reflete sobre a polêmica das casas de apostas e a importância de falar sobre esses temas.

Este resumo foi útil?

👍👎

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Dona de uma longa trajetória como influenciadora nas redes sociais, a paraibana Gessica Kayane, a Gkay, surpreendeu seus seguidores ao revelar ter sido diagnosticada com depressão. Aos 33 anos, ela explicou estar em acompanhamento psiquiátrico e destacou o valor de falar sobre o tema. Em entrevista exclusiva à coluna GENTE, a influenciadora disse como a morte do pai foi um gatilho para as crises envolvendo saúde mental, com destaque para a distorção de imagem resultante de críticas à sua aparência, e sobre a importância de buscar ajuda. Gkay também falou sobre Carnaval — abordando sua saída do Salgueiro e a visão sobre a chegada de Anitta à Sapucaí — e a polêmica envolvendo a divulgação de bets, da qual a própria diz se arrepender.
Agora a coluna GENTE também está no Instagram. Siga o perfil @veja.gente  

Leia a conversa completa abaixo.

Quando você percebeu que estava enfrentando uma depressão? Faz uns cinco anos. Acho que um gatilho que ocorreu na minha vida foi a perda do meu pai. Não sei dizer exatamente o momento em que comecei a ter esses sentimentos, mas eu acho que a perda do meu pai aflorou isso em mim. 
Você foi alvo de muitos comentários negativos sobre sua aparência em um determinado período. Isso te afetou? Acho que, quando são críticas ao nosso corpo, a gente sente muito. Sofri uma onda de hate sobre cirurgias plásticas, procedimentos estéticos, que me atingiu de uma forma pesada. Me trouxe distorção de imagem, acreditava que sempre precisava de mais procedimentos, mais alterações. 

Continua após a publicidade

Pensou em se afastar da internet? Já tive muita vontade de desistir da minha carreira. Sofri um burnout intenso, que me fez passar um tempo afastada da internet. Redes sociais me davam muito gatilho. Graças a Deus tive pessoas que me amam muito e que me fizeram voltar, fizeram com que me revigorasse para a internet. Do mesmo jeito que saí pelo cansaço mental extremo, voltei pelas pessoas que me amam e me revigoram.
Por que decidiu falar publicamente sobre o diagnóstico? Nunca imaginei que poderia postar um vídeo como esse. Só senti no meu coração que eu devia fazer aquilo. Pensava: “’não é possível que só eu esteja passando por isso, que essa dor seja individual, que seja só minha. Acho que é possível que eu ajude alguém que está passando por isso. Alguém vai estar ali para me ouvir, e quantos relatos de outras pessoas eu não ouvi?’. 
Você está fazendo algum tipo de tratamento atualmente? Faço acompanhamento com psiquiatra e com psicólogo. Acho que muita gente tem um tabu (sobre tratar saúde mental), principalmente com psiquiatra. É uma visão pejorativa. Acredito que, a partir do momento em que você precisa, que está passando por uma coisa difícil, por que não recorrer a esses médicos? Só por causa de um tabu ou de um preconceito? 

Continua após a publicidade

Você foi musa do Salgueiro no ano passado. Como foi essa experiência? Foi maravilhoso, Não saberia explicar em palavras como é pisar na Sapucaí. É mágico. Faz tudo valer a pena. O cansaço, o esforço, tudo que você se propôs a fazer, tudo vale a pena quando você está ali vivendo aquele momento.
O que levou à sua saída da escola? A escola não via mais sentido em seguir. Foi essa a decisão que eles tomaram. Mas acho que o importante é que está tudo bem. Pode ser que eu volte a ter outras experiências no carnaval ou não, o importante foi o que eu vivi.
Pretende voltar a desfilar neste Carnaval? Há um planejamento para os próximos anos? Ainda é uma incógnita, até na minha própria cabeça, mas acho que já faço parte do Carnaval, sabe? A experiência que eu vivi foi muito grande na minha vida. Ainda não comecei um planejamento para o Carnaval, mas o que vier vai ser uma surpresa boa, tenho certeza.

Continua após a publicidade

Anitta será a nova musa da Grande Rio. O que você achou da escolha? Por ter vivido de perto o ambiente das escolas de samba, acredita que Anitta vai se adaptar ao Carnaval? Assim como tudo que ela se propõe a fazer, ela vai arrasar. Anitta é uma pessoa muito dedicada, uma artista múltipla e completa. Ela chega para somar e engrandecer ainda mais o Carnaval, sendo a nossa maior artista brasileira atualmente.
Anitta substitui Virginia. Como você vê a entrada de influenciadoras no universo do Carnaval? Eu enxergo isso de forma muito positiva. A partir do momento em que figuras como eu, Virginia e outras influenciadoras entram no Carnaval e se dedicam como a gente se dedicou. É de suma importância para nós somarmos com a escola, porque todo mundo que vejo nesse movimento de influenciadores e carnaval está querendo somar.
Você revelou recentemente que recusou convites para fazer publicidade de casas de apostas. O que te levou a tomar essa decisão? Precisava passar essa mensagem aos meus seguidores, porque foi algo de que eu me arrependo muito de fazer. Que não tem a mesma congruência com a minha trajetória. Realmente me arrependi, é algo que não faz parte do que eu sou, da minha trajetória, do meu movimento. 

Continua após a publicidade

Quando percebeu que não queria mais associar sua imagem às apostas? Eu acho que, principalmente, ao ver relatos de pessoas e ter pessoas que me amavam dando conselhos, falando ‘isso não tem nada a ver com você. Não combina com a sua trajetória’. Vi que era algo que não tinha nada a ver comigo, que eu não devia continuar com aquilo, que aquilo era errado, prejudicava as pessoas e eu não podia fazer parte disso. 
Você acha que esse tipo de jogo deve ser proibido no Brasil? Deveria. É uma questão que envolve esse assunto de que estamos falando, a saúde mental. Envolve a saúde financeira das pessoas. Acredito que uma proibição ou movimentos como foram feitos em relação ao cigarro, de mostrar que é uma coisa abertamente prejudicial, seria bom para o país.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo