A nota de repúdio do Museu do Holocausto ao comentário sobre Anne Frank na Bienal do Livro

Anne Frank (1929-1945) (Ullstein Bild/Getty Images)

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O Museu do Holocausto e a Federação Israelita emitiram notas de repúdio após uma frequentadora da Bienal Internacional do Livro de São Paulo classificar O Diário de Anne Frank como um livro “vitimista”. Na nota, emitida na última terça-feira, 15, as entidades afirmam que o diário da jovem “é o registro de uma adolescente submetida à perseguição nazista. Narrar o sofrimento não significa fazer dele uma identidade”.
A polêmica envolvendo o livro começou quando uma influenciadora entrevistou uma jovem que frequentava a Bienal, perguntando qual o melhor e pior livro que ela havia lido durante o evento. Em resposta, a frequentadora classificou a obra biográfica da adolescente judia, que narrou seus últimos momentos vivendo confinada em um esconderijo durante a ocupação nazista da Holanda, como o pior livro, justificando a escolha ao declarar a obra “vitimista”.

Tal declaração repercutiu de forma negativa imediatamente, com uma série de comentários nas redes sociais, tanto de historiadores quanto de usuários comuns, apontando a falta de conhecimento sobre a tragédia nazista e ausência de empatia.
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