Por que o ator Michael J. Fox ganhou um importante prêmio médico

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Cientistas que desvendaram a molécula que nos mantém acordados, pesquisadores por trás de uma nova terapia para hemofilia e o ator Michael J. Fox, que virou ativista do Parkinson, são os grandes nomes dos Prêmios Lasker 2026. Conheça as descobertas e a história por trás desses importantes reconhecimentos médicos internacionais.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A dupla de cientistas que descobriu a substância que nos mantém acordados. O trio de estudiosos que desenvolveu uma nova terapia para a hemofilia. E um ator, famoso pelo filme De Volta para o Futuro, que foi diagnosticado com Parkinson e se tornou um dos maiores promotores da pesquisa e da conscientização sobre a doença.
Esses são os vencedores da edição de 2026 dos Prêmios Lasker, uma das principais distinções médicas internacionais.

A láurea foi criada em 1946 pelo casal de filantropos americanos Albert e Mary Lasker e, desde então, vem reconhecendo descobertas e invenções com impacto científico e clínico, bem como personalidades que prestam serviços à sociedade em matéria de saúde pública. 

É ela que nos deixa acordados
Neste ano, o prêmio Lasker de pesquisa básica – aquela que é realizada eminentemente dentro dos laboratórios, em experimentos com células e animais – foi atribuído ao francês Emmanuel Mignot, da Universidade Stanford (EUA), e ao japonês Masashi Yanagisawa, da Universidade de Tsukuba (Japão).
Eles desvendaram a molécula cerebral que permite ao ser humano permanecer desperto, a orexina. Uma deficiência na produção ou atuação desse peptídeo está por trás de doenças como a narcolepsia, marcada pela necessidade incontrolável de dormir, mesmo em situações que demandem estar acordado.

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A descoberta da dupla permitiu não só entender melhor a bioquímica do sono como também abriu caminho ao desenvolvimento de drogas inéditas para a narcolepsia – uma delas recém-aprovada pela agência regulatória dos Estados Unidos.
Uma terapia, dois alvos
A hemofilia tipo A é uma doença do sangue considerada rara que pode abalar profundamente a qualidade de vida. Os pacientes estão sujeitos, desde cedo, a hemorragias internas e externas, com suas respectivas complicações, devido a uma falha na coagulação sanguínea.
Pois o prêmio Lasker deste ano em pesquisa clínica foi para três cientistas japoneses (Kunihiro Hattori, Takehisa Kitazawa e Tomoyuki Igawa), que, atuando em conjunto na Farmacêutica Chugai, inventaram o primeiro anticorpo biespecífico para o distúrbio, uma terapia que age em dois pontos da cascata de coagulação comprometidos e permite contornar a falha por trás da hemofilia.

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Graça a seus esforços pioneiros, hoje pacientes conseguem prevenir os sangramentos típicos da doença de uma forma mais prática e efetiva.
De volta para o presente
A terceira distinção concedida pela Fundação Lasker é destinada a quem presta um serviço público no campo da medicina. E o escolhido foi o ator americano Michael J. Fox, um dos maiores ativistas em prol da causa da doença de Parkinson, condição neurodegenerativa que causa tremores e espasmos e limita os movimentos corporais.
Diagnosticado com o problema com apenas 29 anos de idade, em 1990, ele se tornou uma das grandes vozes no empoderamento dos pacientes e na defesa de investimento por novos tratamentos.

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Sua mobilização e coragem de se expor ampliaram a conscientização global sobre a enfermidade e aceleraram os estudos para entender suas origens e, assim se espera, um dia chegar à cura.

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