Primeiro genérico de medicamento usado para tratar infecções vaginais é aprovado pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro genérico do medicamento Fentizol Óvulo, utilizado no tratamento de infecções vaginais causadas por fungos, como a candidíase.
O nitrato de fenticonazol óvulo vaginal recebeu o aval da agência na segunda-feira, 31. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União.

O documento não apresenta informações sobre o preço com que o remédio irá chegar ao mercado nacional, mas a Lei 9.787/1999, que criou a Política de Genéricos no país, determina que os preços dos medicamentos genéricos sejam, no mínimo, 35% mais baixos do que os dos produtos de referência, o que tende a ampliar o acesso ao tratamento.
O preço mais acessível mantém o padrão de qualidade do fármaco. Em nota, a Anvisa destacou que, como todos os remédios dessa categoria aprovados pelo órgão, o produto passou por avaliação técnica rigorosa, que comprovou sua equivalência terapêutica em relação ao produto de referência. Ou seja, o genérico tem a mesma eficácia que o original.

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Infecções vaginais
As infecções vaginais, também conhecidas como vaginites, podem ser causadas por bactérias ou fungos. Corrimento vaginal, coceira, desconforto e mau odor na região são alguns dos sintomas. Também pode haver vermelhidão e inchaço da vulva.

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O diagnóstico envolve exame físico e análises laboratoriais. No exame pélvico, o ginecologista usa o espéculo, um instrumento de metal ou plástico que afasta as paredes da vagina e possibilita examinar as áreas mais profundas da região, assim como o colo do útero.
Se houver corrimento, o médico coleta uma amostra do líquido com uma haste flexível com ponta de algodão, material que é avaliado por um microscópio. O exame geralmente consegue determinar se a infecção é uma vaginose bacteriana, se é causada pelo protozoário Trichomonas ou se é uma candidíase.

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Uma amostra de líquido do colo do útero também pode ser coletada para avaliar a presença de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), que também podem causar a condição.
O tratamento inclui o uso de antibióticos ou medicamentos antifúngicos, como é o caso do genérico recém aprovado pela Anvisa, que mata e bloqueia o crescimento desses microrganismos.

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Segundo a bula do fármaco, o início da ação do fenticonazol ocorre após cerca de 3 horas da aplicação vaginal, quando os níveis do medicamento no tecido vaginal atingem níveis significativos.
O tratamento de vaginites também pode envolver medicamentos para aliviar os sintomas. Os anti-histamínicos, por exemplo, costumam ser prescritos para diminuir a coceira. 

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A prevenção de infecções na vagina inclui medias como:

Manter a região genital limpa e seca para evitar irritação e alterações no equilíbrio das bactérias;
Limpar da frente para trás após urinar ou evacuar para impedir que as bactérias fecais entrem em contato com a vagina;
Evitar o uso de ducha íntima, pois ela pode remover as bactérias que protegem a vagina e reduzir a acidez vaginal, aumentando o risco de infecções;
Praticar sexo seguro, com o uso de preservativos.

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