Anna Faris voltou ao tapete vermelho para a estreia de Todo Mundo em Pânico 6, retomando o papel de Cindy Campbell mais de uma década após sua última aparição na franquia. O novo filme também marca seu reencontro com os irmãos Wayans pela primeira vez desde Todo Mundo em Pânico 2, tornando seu retorno à série um dos momentos mais aguardados pelos fãs.
No entanto, o entusiasmo pela volta da atriz às telonas rapidamente deu lugar a uma onda de preocupação nas redes sociais. A aparência extremamente magra de Faris durante a estreia do filme, realizada no início de junho, em Los Angeles, passou a ser amplamente comentada, e surgiram especulações sobre sua saúde física e bem-estar. Entre os comentários, houve até quem associasse sua aparência a possíveis consequências emocionais de seu divórcio, o que levanta a dúvida constante de até qual parte é aceitável que os fãs comentem a vida e o corpo de celebridades.
A repercussão trouxe à tona, mais uma vez, em meio a uma sociedade obcecada pela perda de peso, a discussão sobre a nocividade do retorno à magreza extrema como um ideal estético. Depois de anos marcados pelo fortalecimento de discursos sobre aceitação do próprio corpo, pela valorização dos chamados “corpos reais” nas campanhas publicitárias e pelo crescimento de movimentos de inclusão, vivemos uma espécie de retrocesso que ainda não parece ter um fim próximo e conseguir ter uma pressão ainda maior sobre mulheres.
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Corpos excessivamente magros voltaram a ocupar o lugar ideal dentro da moda e posteriormente, da cultura pop, enquanto o uso sem recomendação médica dos mais variados remédios para emagrecer, procedimentos estéticos arriscados e dietas extremas passam a ser normalizados como forma de, além de alcançar um padrão social que deixa a saúde em segundo plano em relação a estética, se sentir parte de um grupo visto como o bonito e adequado ao mundo que vivemos.
Para as mulheres que vivem sob os holofotes, essa pressão se torna ainda mais intensa. Desde as redes sociais, a indústria da moda, os padrões estéticos e até determinados discursos médicos ajudam a construir uma ideia cada vez mais rígida do que é um corpo ideal. Qualquer aparição pública, seja no tapete vermelho, em um evento casual ou até em uma foto tirada por paparazzi, pode se transformar em assunto nas redes sociais e gerar uma avalanche de comentários, julgamentos e especulações sobre seus corpos.
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Ariana Grande, Emma Stone, Demi Moore, Gracie Abrams e Anya Taylor-Joy são alguns dos vários nomes de celebridades que também já estiveram no centro de discussões semelhantes. Mais do que casos isolados envolvendo celebridades, a repercussão em torno dessas mulheres evidencia a dimensão de um fenômeno social que continua expandindo essa cultura que vigia e valoriza a magreza extrema como símbolo de beleza, disciplina e sucesso para meninas cada vez mais novas.
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