Delboni, Lavoisier e Alta lançam check-up para pessoas em processo de emagrecimento e uso de canetas

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Com a popularização das “canetas emagrecedoras”, a Dasa lança o “Check-up Peso e Metabolismo Saudável”, um protocolo com 21 exames para guiar o emagrecimento de forma segura. Desenvolvido por endocrinologistas, ele monitora aspectos glicêmicos, lipídicos, nutricionais e a saúde de órgãos, essencial para quem busca perder peso com acompanhamento médico.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A popularização das chamadas “canetas emagrecedoras” é o símbolo mais tangível de uma aspiração e de uma necessidade para a população brasileira: perder peso para ganhar saúde. As vendas desses medicamentos cresceram 110% entre abril de 2025 e o mesmo mês de 2026, contribuindo para um mercado que movimenta formalmente 14 bilhões de reais no país. Demanda existe: hoje se estima que sete em cada dez cidadãos estejam acima do peso.
Mas o processo de emagrecimento é uma trama complexa, que engloba inúmeros fatores fisiológicos, psíquicos e comportamentais. E é por isso que perder peso sem acompanhamento médico – ou apelando a soluções que não dispõem do crivo da ciência – pode provocar dissabores no curto ou no longo prazo.

Para que a eliminação da gordura se concretize e se sustente, sem impor qualquer tipo de revés ao corpo, é fundamental que o plano de ação se apoie em evidências – o que, na prática, significa que é preciso fazer e interpretar corretamente uma série de exames. 

Foi com essa proposta que a Dasa, grupo que reúne marcas como Delboni, Lavoisier e Alta Diagnósticos, lançou seu programa Check-up Peso e Metabolismo Saudável. Ele contempla uma gama de testes e variáveis que podem fazer a diferença em um processo de emagrecimento saudável, trazendo ao médico e ao paciente informações mais fidedignas para guiá-los muito além dos números da balança.

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Canetas emagrecedoras e o futuro da luta contra obesidade

A seguir, a endocrinologista Maria Helane Gurgel, diretora de Análises Clínicas da Dasa, conta com exclusividade o que contempla o check-up e suas implicações no tratamento do sobrepeso e da obesidade.

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Qual é o principal diferencial desse novo protocolo de exames em comparação com os check-ups tradicionalmente disponíveis no mercado? Os check-ups convencionais são mais simplificados e, geralmente, abordam exames como hemograma, glicemia de jejum, perfil lipídico, creatinina… Eles não foram desenhados para o cenário clínico do manejo do peso e do metabolismo. Já o Check-up Peso e Metabolismo Saudável é um protocolo laboratorial que reúne 21 exames organizados em quatro eixos de avaliação. Ele foi desenvolvido por um grupo de endocrinologistas da Dasa, com grande expertise em metabolismo, dislipidemia e controle da síndrome metabólica. Cada exame incluído responde a uma questão clínica dentro de um contexto de peso e de metabolismo. Eles não estão ali por hábito de protocolo. Buscamos reunir um compilado de exames que fossem úteis além de um rastreio genérico, com marcadores selecionados por essa curadoria endocrinológica, como a hemoglobina glicada, que mostra a média da glicemia dos últimos três a quatro meses e é importante porque os pacientes que buscam perder peso podem ter pré-diabetes ou diabetes, acompanhada da glicemia de jejum, já habitual. Também mantivemos o perfil lipídico para permitir classificar o risco cardiovascular desse paciente.
Há exames que buscam apurar eventuais desfalques nutricionais durante o emagrecimento? Sim, com a perda de peso pode haver uma espoliação de vitaminas. Então incluímos a dosagem das vitaminas B e D e adicionamos ao check-up a avaliação do cálcio, porque, quando a vitamina D está baixa, há redução da absorção do mineral. Além disso, incluímos alguns exames hepáticos que ajudam a rastrear presença de inflamação e fibrose no fígado e testes de função renal, além de outros marcadores que podem sinalizar alterações no pâncreas e nas vias biliares, que podem ocorrer durante o processo de emagrecimento.

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O novo check-up seria especialmente bem-vindo a pessoas que pensam em iniciar ou já começaram tratamentos com canetas de GLP-1 e outros medicamentos para emagrecer? Com certeza. O público que faz uso de tratamentos para emagrecer é aquele em que esse protocolo tem o maior valor clínico. Mas é importante reforçar que não queremos estimular que as pessoas busquem as canetas por si só, façam tratamento ou exames sozinhas. Não é sobre isso. Os análogos de GLP-1 e os medicamentos relacionados, como semaglutida e tirzepatida, são ferramentas terapêuticas de alta eficácia, porém exigem monitoramento ativo de segurança e de eficácia metabólica, sempre com acompanhamento médico. Esse protocolo contempla exatamente os eixos que precisam ser acompanhados nesses pacientes.
Quais seriam esses eixos? Temos o eixo glicêmico, como exames de hemoglobina glicada e glicemia para saber como está o controle glicêmico no basal e como vai ser a resposta ao tratamento. Muitos pacientes deixam de usar insulina ou reduzem os medicamentos para diabetes ou para pré-diabetes nesse contexto. Há também o eixo do perfil lipídico, para ver como as taxas de colesterol e triglicérides melhoram com o tratamento. Depois o eixo das vitaminas, já que, como comentei, existe muita espoliação nesses pacientes – a deficiência de vitamina D pode ser superior a 60% nas perdas de peso intensas, por exemplo. E ainda temos um olhar dedicado a marcadores de inflamação, de doenças hepáticas e do risco pancreático, para ter uma foto de como era antes do tratamento e de como ficou depois. A ocorrência de pancreatite com esses medicamentos é um evento adverso raro, mas, quando acontece, pode ser grave, e a detecção precoce permite uma intervenção antes que o quadro evolua.

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Tem se falado que pacientes em uso desses remédios podem ter perda acentuada de massa muscular. O protocolo mira também esse tipo de repercussão? A resposta depende de uma reflexão: a gente não tem um marcador direto que diz que você está perdendo músculo. Mas, de forma global e indireta, há formas de fazer uma inferência quando uma perda intensa de peso está acontecendo. Por exemplo: quando a vitamina D, a vitamina B12 e o cálcio de um paciente vão caindo, isso indica uma espoliação muito intensa — e sinaliza, com boa margem de segurança, que há também perda acentuada de tecido muscular. Da mesma forma, quando o perfil lipídico despenca e observamos pacientes com níveis de triglicérides muito baixos, isso também indica que uma perda intensa está em curso, o que pode, de fato, estar acompanhado de perda de massa magra, como mostram os estudos.
Então, a depender do que é preciso avaliar, o paciente pode complementar o check-up com outros exames? Sim. O exame que avalia a perda de massa magra é um exame de imagem: a densitometria de corpo total, conhecida como Dexa. Também é vista por bioimpedância, de forma menos aprofundada. Na Dasa, também oferecemos o Dexa. Assim, se o paciente quiser complementar com o exame de imagem que vê a massa muscular e a gordura visceral abdominal — do qual tanto se tem falado —, o ideal seria associar o pacote com o Dexa.

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Que respostas o novo protocolo busca entregar ao médico e ao paciente? Ele busca responder a perguntas que acontecem durante o processo de conquista de peso e metabolismo saudável, proporcionando um pacote de informações que gere fotografias em diferentes momentos dessa jornada, porque é preciso lembrar que o peso e o metabolismo saudável não devem ser buscados do dia para a noite. É uma jornada que exige um acompanhamento longitudinal.
Em que unidades da Dasa o pacote será oferecido? Já há uma expectativa de demanda? O check-up está disponível nas unidades Delboni, Lavoisier e Alta Diagnósticos, em São Paulo, mas também em outras marcas pelo Brasil, com uma capilaridade nacional bastante relevante. A expectativa é de uma procura relevante por esse check-up, já que vivemos um momento em que a obesidade é um problema de saúde pública: 70% da população adulta brasileira tem sobrepeso ou obesidade, segundo os dados do Vigitel, e há um crescimento exponencial de prescrições de medicamentos para emagrecimento. Por isso buscamos um protocolo elaborado por endocrinologistas que empacotasse exames pertinentes e, o mais importante, que tivesse um custo acessível e ampliasse o acesso. Temos um interesse genuíno em cuidar das pessoas, em ter o paciente no centro.

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