Maior laboratório do país anuncia versão nacional do Ozempic – e não se trata de um genérico
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Com o fim da patente da semaglutida (Ozempic/Wegovy), a EMS investe R$ 1 bilhão para lançar um medicamento totalmente novo, de síntese química, para diabetes e obesidade. Não é genérico. O produto nacional aguarda registro da Anvisa, sem data ou preço definidos, mas promete competitividade.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O fim da patente da semaglutida, princípio ativo das canetas de aplicação semanal Ozempic e Wegovy, da companhia dinamarquesa Novo Nordisk, marca o início de uma corrida entre outras empresas para desenvolver e lançar suas versões do tratamento do diabetes e da obesidade.
Quem está no pelotão de frente nesse páreo é a maior farmacêutica nacional, a EMS, que anunciou oficialmente que irá produzir a semaglutida, mas por meio de um processo diferente do original, o que dará origem não a um genérico ou similar do produto, e sim a um medicamento totalmente novo.
O laboratório com sede no interior paulista investiu mais de 1 bilhão de reais em tecnologia e infraestrutura para criar e comercializar peptídeos – o tipo de molécula do Ozempic e do Mounjaro. O plano, que já tem mais de uma década, se materializa com uma fábrica em Hortolândia, cidade próxima a Campinas e a uma hora e meia de São Paulo. Segundo a EMS, hoje eles seriam os únicos a ter condições de fabricar esses remédios de alta complexidade no Brasil.
O produto nacional já foi submetido a registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Somente com esse aval poderá ser fabricado em escala e distribuído às farmácias. A submissão é calcada em um dossiê de estudos que devem comprovar segurança e eficácia do tratamento.
Um ponto importante a ser sublinhado é que não se trata de genérico nem similar. Isso porque, embora o medicamento de referência seja classificado como um biológico (ou seja, resultado da produção por meio de células cultivadas em laboratório), a semaglutida da EMS é fruto de uma nova tecnologia de síntese totalmente química. Daí a necessidade de testes rigorosos para validar sua ação.
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Lançamento e preço
Ainda não é possível definir uma data de chegada à farmácia nem o preço da medicação justamente porque as canetas de semaglutida da EMS se encontram em análise pela autoridade regulatória.
A própria EMS não estabelece uma previsão em função da complexidade (e, por vezes, demora) desse rito obrigatório. Para ser aprovado, o remédio terá de comprovar dados significativos de segurança e eficácia, além de demonstrar capacidade de fabricação adequada a padrões internacionais.
Dessa forma, qualquer especulação de preço ainda é prematura. Embora os genéricos sejam vendidos com valores 35% mais baixos que os originais, em média, isso não se aplica à semaglutida da EMS porque a medicação não se enquadra nessa categoria – nem na de similar ou biossimilar.
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“Ainda não temos definição de preço, mas podemos adiantar que chegaremos ao mercado de forma competitiva”, disse o vice-presidente da empresa, Marcus Sanchez.
A EMS já dispõe de canetas de aplicação diária à base de liraglutida – a Lirux, para tratamento do diabetes tipo 2, e a Olire, para a obesidade, também inspiradas em versões criadas pela Novo Nordisk. É provável que os remédios de uso semanal também sigam esse padrão, com nomes e dosagens diferentes para pacientes com diabetes e obesidade.










