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ANE diz que erupção na N260 é “instabilidade estrutural do solo

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“A Administração Nacional de Estradas (ANE), em Manica, diz ter feito uma inspecção ao defeito observado no pavimento rodoviário na estrada N260, que liga Chimoio a Espungabera, no posto administrativo de Dacata, sede do distrito de Mossurize, e concluiu que se trata de “instabilidade estrutural do sistema solo-pavimento. Para aquela entidade, a solução passa por uma intervenção geotécnica completa para garantir a estabilidade e durabilidade da estrada”.

Aquele defeito, que começou a se verificar ontem, já tem uma extensão de cerca de 30 metros de comprimento e nove metros de largura, e apresenta uma ruptura severa com levantamento, fissuração extensa e deslocamento lateral do pavimento da estrada.

A ANE diz que os seus técnicos fizeram uma observação visual da qual constataram que está a ocorrer um colapso parcial do bordo da estrada, exposição das camadas inferiores e presença de água na superfície.

Além disso, dizem ter observado a danificação da valeta lateral revestida, presença de fissuras longitudinais e transversais, saturação do solo e presença de água superficial proveniente de baixo do pavimento, instabilidade do talude adjacente e deformação significativa do corpo do aterro.

Acrescenta que foi realizado um diagnóstico técnico que indica que o fenómeno corresponde a uma falha geotécnica do tipo deslizamento do aterro rodoviário, associada à perda de resistência e corte do sub-leito devido à saturação hídrica, provavelmente devido à existência de uma fonte de água que está a provocar um movimento da massa do talude resultante do impacto das águas.

Entre outros, a delegação da ANE em Manica aponta como causas prováveis a elevada precipitação pluviométrica e consequentemente a recarga de fontes de águas subterrâneas.

Perante este quadro, a ANE recomenda a remoção do material instável, reconstrução do aterro com material adequado e bem compactado e implementação de sistema de drenagem eficiente e estabilização do solo.

Também aponta que devem ser construídos drenos para remoção da água para fora da estrutura do pavimento e reduzir as pressões neutras, entre outros.

Enquanto se espera por estas intervenções, as autoridades locais decidiram manter uma força policial para proteger o local porque, aos olhos da população local, aquela erupção é sinônimo de existência de um jazigo de ouro.

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