Primeira – Dama apadrinha “ Gala Mulher Nota 20”
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A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, aceitou o convite para ser a patrona da “Gala Mulher Nota 20”, uma iniciativa da União para o Desenvolvimento Estudantil (UNDI) que visa galardoar o mérito feminino em todo o país.
O anúncio foi feito ontem por Ivone Soares, presidente da agremiação, após uma audiência no Gabinete da Primeira-Dama, sublinhando que o compromisso da esposa do Chefe do Estado será o “rosto visível” de causas urgentes que afetam a camada feminina, desde a saúde reprodutiva ao combate à violência.
A audiência serviu para alinhar os objectivos da UNDI, que este ano celebra três décadas de existência. De acordo com Ivone Soares, a parceria com “a mamã Gueta Chapo visa garantir que os esforços para que as mulheres tenham um ombro amigo seja uma realidade”, promovendo um espírito de reconciliação que transcenda o discurso formal e se traduza em apoio direto às comunidades.
Durante o encontro, ficou definido que a Gala não será apenas um evento de celebração, mas um mecanismo de inclusão nacional.
“Não haverá nenhuma forma de discriminação, vamos procurar galardoar, homenagear, reconhecer e certificar as mulheres a nível nacional”, afirmou Soares, reforçando que o trabalho será capitalizado através de organizações de base para alcançar as mulheres em todos os distritos e localidades.
A unificação das causas femininas foi um dos pilares da conversa, com a UNDI a defender a eliminação de divisões ideológicas. “O que nós queremos é garantir que as mulheres sintam que não há uma agenda de mulher A ou uma agenda de mulher B.
A agenda da mulher é uma agenda que interessa, importa, preocupa a todas nós enquanto mulheres”, declarou a dirigente, sublinhando a importância de uma frente única para o desenvolvimento.
O papel da Primeira-Dama como madrinha estende-se à discussão de temas estruturantes e sensíveis da sociedade moçambicana.
Ivone Soares destacou que a parceria focar-se-á em “temas concretos, temas candentes na sociedade”, citando especificamente o combate aos casamentos prematuros, o feminicídio e a valorização das mulheres rurais, cujo papel na segurança alimentar foi classificado como vital para o equilíbrio entre o campo e a cidade. A questão da assistência médica de emergência também dominou a agenda, com foco em situações de parto e acidentes na via pública.
O evento, enquadrado nas celebrações do mês da mulher (Março e Abril), pretende deixar um legado de consolo e justiça social. Com o apoio institucional agora firmado, a UNDI e o Gabinete da Primeira- Dama trabalharão para que “não haja nenhuma mulher que fique sem consolo quando ela precisar”, consolidando a “Gala Mulher Nota 20” como um símbolo de unidade e progresso para a sociedade moçambicana.









