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BBB 26: estamos vivendo a era das lipos?

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A lipoaspiração, popularizada por celebridades do BBB, evoluiu de simples remoção de gordura para um procedimento de alta definição e resultados mais naturais. Mas a “era das lipos” também traz o risco da banalização. Entenda as inovações, a busca por naturalidade e os cuidados essenciais antes de aderir à tendência.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O Big Brother Brasil é um verdadeiro termômetro de comportamento do brasileiro, amplificando tendências sociais, estéticas e culturais do país. Nesta edição, chamou atenção o número de participantes que já declararam ter realizado lipoaspiração, incluindo Jordana, Solange Couto, Sarah Andrade, Marcelo e Aline Campos. Estaríamos então vivendo a “era das lipos”?
Essa popularização da lipoaspiração não é recente, mas, nos últimos anos, a maneira como a cirurgia é enxergada mudou muito, o que contribuiu para sua ampla disseminação.

Antes vista apenas como um procedimento para retirada de gordura localizada, hoje, com o advento da lipoaspiração de alta definição (LAD), o procedimento se consolidou por sua capacidade de esculpir o corpo, evidenciando músculos por meio da aspiração de áreas estratégicas.

Técnicas mais recentes ampliaram ainda mais as possibilidades da lipoaspiração, com enxertia da gordura aspirada na musculatura do abdômen, por exemplo, para promover aumento de volume e definição muscular.
Somam-se aos avanços técnicos ganhos importantes em segurança. O uso de cânulas mais delicadas e de tecnologias como ultrassom e radiofrequência, além do emprego criterioso de técnicas anestésicas, permitem maior controle cirúrgico, melhor retração da pele, resultados mais previsíveis e até mesmo uma recuperação mais rápida, graças a maior preservação dos tecidos.

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Todas essas evoluções contribuem para que seja possível ir ao encontro de um novo desejo dos pacientes: menos exagero e mais naturalidade. A própria Lipo LAD deixou de ser sinônimo de definição extrema para promover um resultado mais suave. Esse movimento reflete tanto a crítica aos excessos do passado quanto o amadurecimento do público, hoje mais consciente e interessado em resultados personalizados e realistas.
Com a popularização proporcionada por esse novo status da lipoaspiração, há, no entanto, um risco: a banalização. A circulação do procedimento nas redes sociais, entre celebridades e na mídia pode fazer com que seja percebida como algo simples, rápido e isento de risco, o que não corresponde à realidade.
É preciso lembrar que a lipoaspiração ainda é uma cirurgia que, como qualquer outra, possui riscos quando não é devidamente indicada e executada. A segurança e a qualidade dos resultados dependem de critérios médicos bem estabelecidos, avaliação individualizada do paciente e da experiência do cirurgião, assim como do respeito aos protocolos pré e pós-operatórios.

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A chamada “era das lipos” diz muito sobre o procedimento, mas fala ainda mais sobre comportamento. Para além da moda do momento exposta pelas redes sociais ou por um reality show, essa popularidade reflete uma mudança na relação das pessoas com o próprio corpo e reforça a importância de informação qualificada, critério médico e escolhas conscientes.
* Carlos Manfrim é cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica (BAPS)

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