MUNDO

Presidente do Uganda reeleito em eleições contestadas pela oposição

O Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, conquistou hoje o seu sétimo mandato com 71,65% dos votos, de acordo com os resultados oficiais divulgados das eleições que têm sido contestadas pela oposição e observadores.

Nas eleições, Museveni, de 80 anos, derrotou Bobi Wine, de 43, que obteve 24,72% dos votos, segundo os resultados finais.

Bobi Wine, que se encontra em parte inserta depois de ter dito que fugiu a uma detenção promovida pelas autoridades, condenou o que classificou como um processo eleitoral injusto, marcado pelo corte da Internet, destacamentos militares e alegados sequestros dos elementos da sua campanha.

Os responsáveis eleitorais também enfrentam questões sobre a falha das máquinas de identificação biométrica dos eleitores na quinta-feira, o que causou atrasos no início da votação em áreas urbanas — incluindo a capital, Kampala — que são bastiões da oposição.Após a falha das máquinas — equipamentos que haviam sido reivindicados pelos activistas pró-democracia para assegurar transparência -, as autoridades utilizaram registos manuais dos eleitores.

Hoje, o líder do principal partido da oposição do Uganda afirmou que conseguiu escapar da prisão domiciliária a que estava sujeito, no dia em que os resultados das eleições foram divulgados.”Gostaria de confirmar que consegui escapar-lhes. Actualmente, não estou em casa, embora a minha mulher e outros membros da minha família continuem em prisão domiciliária”, afirmou Bobi Wine, na plataforma X.

Entretanto, a polícia já negou que tenha detido o candidato, considerando essas declarações “enganadoras e incitadoras” de violência.Muitos observadores consideram que a votação organizada na quinta-feira é uma formalidade para o Presidente cessante Yoweri Museveni, um ex-guerrilheiro que está há 40 anos no poder e que procura um sétimo mandato consecutivo, apoiando-se no controlo total do aparelho eleitoral e de segurança.

Os observadores internacionais consideram que as intimidações e sequestros “minaram a confiança” nas eleições ugandesas e colocam em causa a seriedade do processo.”As informações que dão conta de intimidações, detenções e raptos de líderes da oposição, candidatos, apoiantes, meios de comunicação social e atores da sociedade civil pelas forças de segurança semearam o medo e minaram a confiança do público no processo eleitoral”, declarou à imprensa Goodluck Jonathan, representante dos observadores africanos presentes. (RM /NMinuto)

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