Quando o egoísmo grita…
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FOTOS E TEXTO DE CARLOS UQUEIO
E ra uma vez um grupo de amigos que decidiu brindar à vida com um ajuntamento improvisado. A festa acabou, mas o rasto ficou, e não se trata de um rasto de memórias felizes, mas de negligência e desrespeito às normas da natureza.
Garrafas partidas e latas atiradas ao chão ilustram uma celebração da morte, a morte da mãe natureza, do meio ambiente. São objectos que, outrora cheios de líquidos que “alimentam”, se transformaram em armas que não somente ferem os pés descalços que pisam os espaços públicos, mas também afectam negativamente o ecossistema, a vida selvagem e a saúde humana, de um modo geral.
Com efeito, o comportamento de alguns cidadãos aqui registado pelo fotojornalista Carlos Uqueio, numa altura em que a humanidade se encontra empenhada em salvar o meio em que vive, impele-nos a atribuir um certificado de incompetência em matéria de saúde do ambiente aos implicados.
Estas atitudes configuram, sem margens de dúvida, num grito de egoísmo que demonstra quão o prazer momentâneo cega a mente de seres ‘humanos’, embrutecendo-os.
Consequentemente, os espaços públicos e o mar – símbolos de liberdade – tornam-se vítimas silenciosas de uma humanidade que bebe e descarta; que festeja e destrói, que vive o momento sem pensar no amanhã.










