CIÊNCIA

Sobre a superioridade inocente em Portugal

Estive recentemente em Portugal para participar numa mesa-redonda integrada na programação de Braga como Capital da Cultura. O ciclo chamava-se sugestivamente O que fazemos com isto?, uma pergunta aberta à crítica e à esperança e, porque não, à memória e ao futuro. No trajecto do aeroporto até ao hotel, entrei num táxi conduzido por um jovem simpático que, ao saber que eu era moçambicano, imediatamente se sentiu na obrigação de me explicar tudo o que está mal com os sistemas políticos de Angola e Moçambique. Falou das fraudes eleitorais, das elites corruptas, dos erros históricos, do que “vocês lá deviam fazer”. Não me pareceu arrogância deliberada. Pelo contrário, o tom era afável e quase pedagógico. Mas era também firme e seguro como se a minha própria experiência estivesse ali apenas para confirmar o seu diagnóstico.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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