Grupo quer cooperação entre Brasil e Portugal para “tropicalizar a sustentabilidade”
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Juntar mais de duas mil especialistas e decisores de mais de oito países em eventos ligados ao equilíbrio ambiental no desenvolvimento é o resultado do trabalho da brasiliense Yone Macedo Gomes, 34 anos, fundadora do Grupo Luso-Brasileiro de Sustentabilidade (GLBS), fundado em abril de 2023. Yone, comunicadora e especialista em ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) criou uma plataforma de cooperação técnica entre Brasil e Portugal na área da sustentabilidade que promove o intercâmbio entre profissionais, acadêmicos e gestores públicos e privados dos dois países.Até agora, o GLBS realizou mais de 30 eventos online e presenciais, lançou núcleos em São Paulo, Rio de Janeiro e, recentemente, em Lisboa e, apenas no segundo semestre de 2025, capacitou mais de 100 profissionais. “A proposta sempre foi tornar acessível o conhecimento global em sustentabilidade”, afirma Yone.De acordo com a comunicadora, o projeto surgiu para “tropicalizar as discussões de sustentabilidade no Brasil, aproveitando a maturidade europeia como impulso”. Hoje, o projeto reúne mais de dois mil inscritos de países como Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Chile, Colômbia, Inglaterra e Marrocos.O crescimento, ela afirma, tem fortalecido a presença do GLBS em fóruns internacionais e ampliado parcerias estratégicas. Entre as mais recentes estão a Rede Governança Brasil, o International Institute for Social Stability (2i2) e a Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.O projeto nasceu como Grupo de Trabalho e Pesquisa ESG e teve como primeira iniciativa um ciclo de formação interna com sete coordenadoras e quatro professores convidados. Em 2023, realizou seu primeiro workshop aberto ao público e participou da conferência Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa, em Lisboa, relata Yone. A partir daí, ampliou parcerias, lançou ciclos de eventos, participou do Green Fest – considerado um dos maiores eventos de sustentabilidade de Portugal –, realizou eventos profissionais e intensificou sua produção de conteúdo técnico.Atuação em ESG e consolidação dos núcleosFoi em 2025 que Yone que passou a liderar a agenda internacional do grupo. O ano também marcou a realização de ciclos de workshops voltados para temas como CSRD (sigla em inglês para Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Empresarial), comunicação ESG e carreira internacional em sustentabilidade.
O Núcleo de Lisboa do Grupo Luso-Brasileiro de Sustentabilidade
Claudia Gazar/divulgação
Em Lisboa, o núcleo local, recém-lançado, é conduzido por três coordenadoras, entre elas Helena Estrela, que destaca o papel da articulação entre os dois países. “A troca de experiências entre Brasil e Portugal nos leva a melhores práticas de sustentabilidade, tanto no setor público quanto no privado. Todos nós, do grupo, estamos alinhados nesse propósito”, afirma. Para ela, o GLBS representa uma oportunidade de ampliar conhecimento técnico e promover conexões qualificadas na área.COP30 no BrasilA realização da COP30, em Belém do Pará, reforçou “o papel do Brasil na transição climática, além de ampliar a necessidade de alinhamento regulatório e técnico entre países”, destaca Yone. E isso significa, para o grupo, “aprofundar debates sobre financiamento sustentável, adaptação, cumprimento regulatório e cooperação internacional”, acrescenta. O GLBS prepara-se para ampliar sua presença em outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), começando pelo foco em Angola.Formada em Comunicação Social, com mestrado em Comunicação e Cultura Organizacional e MBA em ESG, Yone atua como consultora de sustentabilidade, apoiando empresas no desenvolvimento de governança, comunicação ESG e implementação de normativas nacionais e internacionais. Também é professora de governança corporativa, na SGS Academy Brasil, e ministra cursos em Portugal e Angola.
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