Falsos clientes perseguem assaltam e assassinam taxistas
A procura de serviços de táxi, sobretudo os operados por aplicativo, tornou-se, nos últimos tempos, uma alternativa quase inevitável para suprir a falta de transporte público em algumas capitais provinciais. Porém, por detrás disso, esconde-se um cenário inquietante. Actuamente, multiplicam-se relatos de motoristas vítimas de indivíduos que se fazem passar por passageiros, com o propósito de roubar, agredir e, por vezes, ceifar vidas.
Com efeito, a escolha dos passageiros passou a basear-se na avaliação minuciosa de risco, ou seja, transportar alguém implica calcular possibilidades, analisar comportamentos e, muitas vezes, recusar viagens mesmo em momentos de necessidade. Ainda assim, nem sempre há como evitar o pior.
O cenário, segundo operadores, agrava-se devido à “explosão” dos táxis por aplicativo, dificuldades na monitoria da actividade e falta de regulamentação específica.
Antes disso, a cidade de Maputo, por exemplo, contava com cerca de 125 praças de táxi e pouco mais de duas mil viaturas, mas hoje não se sabe, afinal, “qualquer um pode baixar o aplicativo no telemóvel e fazer táxi”, advertem.
Por isso, actualmente, chamadas para zonas periféricas, sobretudo no período nocturno; homens em grupo e passageiros que aceitam o preço sem questionar são, para os operadores, sinais de alerta. Mas, mesmo atentos, reconhecem que, em certas, situações “o destino já está traçado”. Jorge Manhiça, motorista por aplicativo há quatro anos, não consegue esquecer a noite em que a sua vida estava “por um fio”. Leia mais…
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