CIÊNCIA

Novo Volkswagen T-Roc fabricado em Portugal cresce em tamanho e tecnologia

O T-Roc foi o primeiro veículo de grande volume a ser fabricado na portuguesa Autoeuropa, em Palmela, e distinguiu-se por vingar num segmento muito concorrido — o dos SUV compactos. Agora, chega a uma segunda geração com o objectivo de cimentar a sua posição, nomeadamente no mercado nacional, onde granjeia o título de o Volkswagen mais vendido.Assente sobre a plataforma MQB Evo, o novo T-Roc apresenta-se com 4,35 metros de comprimento, 12cm mais que a geração precedente, o que se reflecte directamente na distância entre eixos e na habitabilidade, quer para passageiros (para quem se senta no banco traseiro, por exemplo, há mais três centímetros para pernas), quer para carga: a mala cresceu 30 litros, generosos 475 litros.No design, destaca-se desde logo o reposicionamento do emblema, que saiu da grelha, passando a ocupar o nariz do capot, mas também a iluminação: de série, temos LED; entre os opcionais, há faróis IQ.Light LED Matrix e luzes traseiras LED 3D. As linhas obedecem à nova linguagem da marca, o que, destacou a VW durante a apresentação do modelo, que decorreu em Portugal, resulta num menor coeficiente de arrasto (Cx 0,29). Porém, não se trata de rasgar com o passado: elementos que permitem a identificação do modelo, como a faixa “hockey stick”, que se evidencia no perfil, traçando a linha que prolonga visualmente o tejadilho, ou os ombros musculados, foram mantidos.


O interior foi totalmente redesenhado
DR

Já o interior foi totalmente redesenhado, o que se nota sobretudo na dotação tecnológica, com um sistema de infoentretenimento de última geração com controlo por voz e integração com ChatGPT. No capítulo das ajudas à condução, o modelo estreia no segmento a nova geração do Travel Assist, com mudanças automáticas de faixa, Emergency Assist, aviso de saída do habitáculo, Park Assist Pro com memória e estacionamento remoto via smartphone.Além disso, passou a contar com soluções de conforto como o banco do condutor com função de massagem ou a climatização de três zonas. De referir que foi dada atenção particular na selecção de materiais, com o recurso de materiais reciclados. No somatório, diz a marca de Wolfsburgo, o novo T-Roc é o Volkswagen com maior conteúdo reciclado em produção, com até cerca de 40kg (cerca de 16% da massa plástica) provenientes de materiais reciclados em cerca de 140 componentes. No caso específico dos têxteis, até 85% usam material reciclado, dos bancos ao forro do tejadilho e tapetes.​No entanto, a maior novidade assenta nas mecânicas, todas com algum nível de electrificação e servidas exclusivamente por transmissão automática. No arranque, o T-Roc apresenta-se como mild-hybrid de 48 V, com o motor 1.5 eTSI nas declinações de 116cv (33.400€) e 150cv (39.151€). Ambas as versões utilizam energia da travagem e desaceleração para reduzir o recurso ao sistema térmico e, assim, poupar no combustível e respectivas emissões. Além disso, apresenta-se com desactivação automática de cilindros sempre que as exigências o permitem.Para 2026, é aguardado o 1.5 Hybrid, que se apresentará também com dois níveis de potência: 136cv e 170cv; em 2027, arrancará a comercialização do VW T-Roc R, com motor de 2.0 litros e quatro cilindros, a debitar 333cv e apoiado por um sistema mild-hybrid. Este será o único T-Roc de tracção integral 4Motion a chegar a Portugal, já que o 2.0 eTSI mild-hybrid, com lançamento previsto em 2026, fica de fora do catálogo nacional.

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