Mundial sub-17: Portugal vence Brasil nos penáltis e vai à final
Portugal garantiu esta segunda-feira, pela primeira vez, a presença na final do Mundial de sub-17 (frente à Áustria) ao vencer o Brasil (6-5) no desempate através da marcação de grandes penalidades, com um pequeno drama à mistura.O guarda-redes Romário Cunha foi o primeiro a falhar um penálti, dando ao Brasil a hipótese de garantir a presença na final e de lutar pelo penta. Mas Ruan Pablo acertou no poste e Portugal teve uma segunda oportunidade, que não desperdiçou. No fundo, venceu quem menos mostrou vontade de resolver o jogo nos penáltis.Depois de uma primeira parte sob o signo do equilíbrio, ainda que ao maior controlo de Portugal tivesse respondido o Brasil com a melhor oportunidade de golo – numa falha de Mauro Furtado que Dell só não transformou em golo porque Romário Cunha e Martim Chelmik evitaram o pior -, o jogo tornou-se num exercício de grande calculismo.
??????????´????????! ESTAMOS NA FINAL DO MUNDIAL DE SUB-17! ?? ????#FazHistória | #U17WC pic.twitter.com/orVEX1L0j5— Portugal (@selecaoportugal) November 24, 2025
De resto, no primeiro período, Portugal ainda tentou apoiar-se no suporte de vídeo para reclamar um lance de possível penálti, por mão de um defesa brasileiro a desviar remate de Mateus Mide.Pretensão negada pelo árbitro após revisão do lance, com as imagens a mostrarem que foi o braço direito, junto ao corpo, a tocar inadvertidamente na bola, sem motivo para sanção.
???? Portugal beat Brazil on penalties to advance to the #U17WC final ?? pic.twitter.com/EZIhm1OZyr— FIFA U-17 World Cup?????? (@U17WC) November 24, 2025
Já na segunda parte, Bino Maçães gastou o segundo pedido de revisão numa entrada duríssima de Luís Pacheco sobre Duarte Cunha, com pedido de expulsão que o colégio de árbitros transformou, incompreensivelmente, em simples amarelo (critério largo que manteve a cinco minutos dos 90, numa entrada de Santiago Verdi).Duarte Cunha teve mesmo de ser substituído, ficando o médio adaptado a lateral esquerdo em campo. O jogo do Brasil revestia-se de uma dureza excessiva, como resposta à iniciativa e proactividade de Portugal, certamente avisado da forma como os brasileiros exploraram a via dos penáltis para chegarem às meias-finais, como fizeram com Paraguai e França.Com o jogo a caminhar rapidamente para o fim do tempo regulamentar, acentuou-se o pragmatismo do Brasil, que poderia ter sido traído numa finalização prometedoras de Anísio Cabral, instantes antes de ceder o lugar a Tomás Soares, que o artilheiro luso falhou estrondosamente.Num dos raros ataques do Brasil na recta final, Zé Lucas rematou por cima, acabando mesmo por dar ao Brasil uma ligeira vantagem estatística nesse plano, confirmando a propensão para explorar a transição, deixando Portugal à vontade para assumir um jogo posicional.Desse duelo nada resultou, pelo que a decisão acabou mesmo na marcação de penáltis, com Ruan Pablo e Angelo a entregarem a final aos portugueses.










