Cidade de Maputo regista aumento de nascimentos prematuros
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TEXTO DE GENÉZIA GERMANO
A cidade de Maputo registou, entre Janeiro e Setembro de 2025, um total de 1494 bebés prematuros, contra 1320 no mesmo período do ano anterior. A variação representa um aumento de 13 por cento e volta a colocar em evidência a necessidade de reforço dos cuidados neonatais, de forma a garantir que nenhum recém-nascido fique desprotegido e que nenhuma mãe enfrente, sozinha, o peso desta experiência.
Os dados revelam uma tendência crescente que inquieta profissionais da saúde e responsáveis das unidades sanitárias, sobretudo tendo em conta a pressão já existente sobre os serviços de cuidados intensivos neonatais. O aumento de números é interpretado como um alerta para o reforço de meios técnicos e humanos destinados ao acompanhamento especializado destes bebés.
No ano passado, o Hospital Central de Maputo (HCM), a maior unidade sanitária do país, registou 1185 nascimentos prematuros. Deste grupo, 360 não sobreviveram, o que corresponde a cerca de 30 por cento, um índice que continua a preocupar as autoridades.
Os números foram apresentados pela directora do Serviço de Neonatologia do HCM, Joyce Monteiro, que sublinhou a importância de intervenções mais robustas e integradas para reduzir a mortalidade neonatal. A responsável defendeu o fortalecimento das respostas clínicas, o apoio contínuo às mães e a necessidade de actuação coordenada para inverter este cenário. (x)










