Só estas vozes mais velhas ainda sabem as canções. Agora, são elas que sobem ao palco
Já se terão dito 69 nomes e visto outros tantos pares de mãos a manejar peneiras, foicinhas, tesouras de podar, cântaros, sachos, mantas tradicionais, agulhas de tricot. Nenhuma cara, só aquelas vozes e aquelas mãos, quase todas de mulheres. “Nazaré, Arões; Natália, Vila Chã; Lurdes, Macieira.” Até que aparece o rosto de tia Micas, 92 anos. “Ninguém me conhece como Maria.” Desliga-se o ecrã, ilumina-se o palco e ela começa a cantar. “Semeei trigo no mar, centeio à meia leira.” Depois entra Lina e cantam as duas: “Quando nasceram os homens, nasceu fraca sementeira.”Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










