Secretariado da UGT aprova greve geral por unanimidade
O secretariado nacional da UGT aprovou nesta quinta-feira de manhã a convocatória para a greve geral de 11 de Dezembro, apesar das pressões do Governo para que não avance com o protesto. A resolução foi aprovada por unanimidade e será agora apresentada ao conselho geral que se reúne durante a tarde na sede da central sindical, em Lisboa.Esta é a resposta da UGT ao pacote laboral apresentado em Julho pelo Governo e que, até ao momento, não integrou qualquer proposta da central sindical. As medidas previstas no Trabalho XXI, consideram os dirigentes da UGT, são uma “reforma laboral para os patrões”.Ainda assim, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, disse esta quinta-feira numa entrevista ao Eco que a greve ainda pode ser desconvocada, se o Governo começar de novo o processo negocial e integrar algumas das propostas da central sindical.No sábado, 8 de Novembro, Mário Mourão já tinha anunciado que havia convergência com a CGTP para uma greve geral e que iria propor isso mesmo aos órgãos da central.Logo a seguir, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou a greve “incompreensível” e com o objectivo de servir os interesses do PCP e do PS, apelando à responsabilidade das centrais sindicais.Também a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, declarou que a greve é “extemporânea”, porque o processo negocial em torno das mais de 100 propostas apresentada pelo Governo ainda está a decorrer na concertação social.Ainda assim, na terça-feira, chamou a UGT para perceber se a central iria continuar a negociar.O secretariado nacional não terá cedido a estas pressões, porque aprovou a greve, mas o líder a UGT, Mário Mourão, admitiu ao Eco que a greve ainda pode ser afastada.“Vamos supor que o Governo diz que vamos começar de novo o processo, ver o que está aqui e ver as propostas da UGT. Se o Governo tivesse essa disponibilidade, desconvocaríamos a greve”, respondeu quando foi questionado sobre o que seria preciso para a UGT desconvocar a greve.“O que pretendemos é que o documento que entre na Assembleia da República seja diferente daquele que foi apresentado em Julho”, sublinhou.










