CNSECOM fecha acordo com Universidade de Lisboa para curso e combate às fake news
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Combater a desinformação e formar profissionais na área da comunicação pública. Sobre esses dois pontos foi formada, nesta quinta-feira (13/11), na capital portuguesa, uma parceria entre o Conselho Nacional de Secretarias de Estado de Comunicação (CNSECOM) e o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), da Universidade de Lisboa.Um dos objetivos é o fortalecimento da cultura democrática no Brasil. “Portugal vive um início de polarização política, e nós, no Brasil, já passamos por isso. Eles querem entender esse fenômeno e discutir caminhos para proteger a democracia e os direitos das pessoas”, afirma Frederico Souza, secretário de Comunicação do Mato Grosso do Sul e presidente do CNSECOM, que estava acompanhado de Nonato Bandeira, secretário de Comunicação da Paraíba.Entre as iniciativas discutidas com a faculdade portuguesa está a criação de um laboratório para o estudo do processo eleitoral no Brasil em 2026. “Vamos contar com a participação de pesquisadores portugueses e ter o mesmo formato do que o ISCSP montou em Portugal”, revela Frederico. Nas eleições municipais portuguesas de 12 de outubro, o CNSECOM integrou uma comitiva que acompanhou o processo eleitoral, buscando identificar as melhores práticas na área da comunicação pública no sentido da transparência e da governança da informação.Segundo Frederico, o formato da observação das eleições ainda não está fechado. “Mas, provavelmente, três capitais vão receber esse observatório, sendo uma no Nordeste, uma no Sudeste e outra em região a ser definida”, explica. A CNSECOM deverá apoiar a viagem dos pesquisadores portugueses.Formação em comunicação públicaA delegação da CNSECOM e o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas acertaram a criação de um curso para formação e qualificação de gestores públicos. O foco será a atuação na comunicação pública, com ênfase na produção ética de informação, enfrentamento às fake news e fortalecimento da cultura democrática. “O conselho busca abrir novas oportunidades para elevar a qualidade da comunicação pública no Brasil”, diz Frederico.Ainda não está definido o formato definitivo do curso. “Eles pediram para formalizarmos o pedido, com os nossos objetivos”, conta Frederico. Além da formação, também está previsto que sejam realizadas pesquisas na área da comunicação pública.A proposta, neste momento, é de que o curso seja realizado nos dois países. “Seria híbrido. Provavelmente, vai começar no Brasil, depois, o desenvolvimento será online, e a conclusão, em Portugal”, explica o secretário.
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