Mourinho arrasa árbitro do Benfica-Bayer: "Muito estilo, pouca qualidade"
Ao cabo de quatro jornadas, o Benfica continua a ser, a par do Ajax, a única equipa sem um único ponto conquistado, até ao momento, na fase de liga da Liga dos Campeões. O mais recente desaire teve lugar na quarta-feira, em pleno Estádio da Luz, desta feita, perante o Bayer Leverkusen, por 0-1.
Este resultado deixa os encarnados a quatro pontos da zona de acesso aos playoffs, e a nove dos lugares de apuramento direto para os oitavos de final daquela que é a principal competição europeia de clubes. Ainda assim, na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, José Mourinho disse estar “otimista” de que será possível evitar a eliminação.
“Ninguém me vai convencer de que estamos fora. A matemática é muito objetiva, há 12 pontos para jogar e são necessários à volta de nove. A matemática diz que é possível, mas não só. Este jogo convence-me que podemos ganhar os jogos de que precisamos. Foi um jogo muito forte e convincente”, começou por afirmar.
“Tenho uma visão diferente de vocês e talvez dos adeptos, porque tenho de ver em todas as perspetivas. O resultado é o mais obvio e perdemos. Mas eu tenho de ver a qualidade como atacámos, defendemos construímos desde trás e criámos muitas oportunidades. Em condições normais, faríamos um golo e ganhávamos, nem havia grande história. A equipa está a crescer e a jogar cada vez melhor”, prosseguiu.
“Só com o Newcastle senti que não íamos conseguir. Com o Chelsea não sentimos isso, e, hoje, foi clamoroso. Por isso, temos de ser otimistas e fazer tudo o que fizemos bem hoje. Que foi tudo, menos ganhar”, completou.
“Os jogadores do Bayer Leverkusen fizeram o que os do Benfica também podem fazer. A culpa foi do árbitro”
O treinador dos encarnados virou, de seguida, baterias para o árbitro italiano Simone Sozza, que acusou de ter uma especial complacência para com o “antijogo” praticado pela equipa: “Digo sempre que quando uma equipa faz antijogo, a culpa é do árbitro, não é do [técnico adversário, Kasper] Hjulmand”.
“Ele fez o que eu se calhar faria. Os jogadores do Bayer Leverkusen fizeram o que os do Benfica também podem fazer. A culpa foi do árbitro, que permitiu que isso acontecesse. É um árbitro que eu conheço bem, que tem muito estilo, mas pouca qualidade. Mas não foi por ele que perdemos. Foi porque não fomos eficazes”, sublinhou.
“Para o jogo com o Casa Pia, digo já que o Dahl vai jogar”
A terminar, o Special One aproveitou para sair em defesa do internacional sueco Samuel Dahl, que esteve diretamente ligado ao golo decisivo, assinado por Patrik Schick, à passagem dos 64 minutos, e que, instantes depois, acabou por ser retirado de campo, para dar o lugar a Amar Dedic.
“Para o jogo com o Casa Pia, digo já que o Dahl vai jogar. Fez um jogo fantástico. Na primeira parte, foi delicioso de ver jogar. Está muito melhor jogador, procura muito mais a profundidade do que antes. Fez um jogo muito, muito, muito bom. Não o tirei para o penalizar pelo erro. É um erro nosso, não dele”, refletiu.
“Falhámos golos de baliza aberta, quisemos entrar com a bola pela baliza dentro… esses foram erros individuais. O miúdo fez um jogo muito, muito bom. Dói-me o coração por um miúdo que fez um excelente jogo, depois fez uma assistência para o Bayer ganhar sem fazer nada por isso”, concluiu.
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