Legislar contra imigrantes é mais fácil do que governar o SNS
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, encontra-se na estranha e desconfortável situação de ser vítima e culpada ao mesmo tempo. Culpada porque aceitou associar o seu mandato político à mais absurda e populista proposta política dos últimos tempos, a que prometia a resolução dos problemas do sector em dois anos, com a concretização de um plano de emergência a apresentar em 60 dias; culpada por ter prometido retirar ilações políticas na sequência do terrível episódio da greve do INEM e preferiu ficar no seu lugar impávida e serena; culpada ainda por ter escolhido pessoas para cargos relevantes, na Direcção Executiva do SNS ou de hospitais, que provaram não ter condições mínimas para levar o seu trabalho avante. Mas também vítima. A grandiosidade e a dificuldade do caderno de encargos do Ministério da Saúde condenam qualquer pessoa a um calvário de insucessos e de privações.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










