CIÊNCIA

Rui Morais e Rita Romão são novos vogais do Conselho de Administração do CCB. Madalena Reis de saída

Rui Morais e Rita Romão são os novos vogais do conselho de administração do Centro Cultural de Belém (CCB), anunciou esta segunda-feira a ministra da Cultura, Juventude e Desporto em comunicado. Com esta nota anuncia-se também a saída de Madalena Reis e confirma-se a continuidade de Nuno Vassallo e Silva como presidente da instituição.A decisão da ministra sobre o importante equipamento cultural surge cinco meses depois de estar em funções e na véspera de estar na Assembleia da República na apresentação na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2026.Os novos vogais vêm do Opart e da Fundação EDP. Rui Morais era vogal do Organismo de Produção Artística (Opart) desde Setembro de 2022 e tinha os pelouros do sector artístico, educativo, projectos especiais e comunicação e marketing na gestão do Teatro Nacional de São Carlos, Companhia Nacional de Bailado e estúdios Victor Córdon. Morais é licenciado em Direito e tem formação musical, tendo sido programador no festival Cistermúsica em Alcobaça e um dos responsáveis pelo “ressurgimento do Festival de Ópera de Óbidos”. Assume funções já esta quarta-feira, 5 de Novembro.


Rio Morais
DR

Por seu turno, Rita Romão estava há dois anos na direcção de marketing, projectos e parcerias da Fundação EDP. Passou pelo Museu do Chiado e “esteve na génese da Fundação Ellipse”, lê-se no comunicado do Governo. Licenciada em Economia e com um mestrado em História de Arte, passou por empresas dos media, banca e consultoria. Entrará em funções a 24 de Novembro.Margarida Balseiro Lopes deseja que “contribuam activamente para um projecto que se quer dinâmico, consistente, dialogante e sustentável, reforçando a importância das propostas artísticas e culturais à escala nacional e internacional”.As nomeações divulgadas esta segunda-feira são um novo capítulo de um ano turbulento na administração do CCB, encetado a 19 de Novembro quando a anterior ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, exonerou a presidente da Fundação Centro Cultural de Belém (CCB), Francisca Carneiro Fernandes, nomeando em sua substituição o historiador de arte e director da delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian Nuno Vassallo e Silva.


A decisão, justificada por “necessidade de imprimir nova orientação à gestão” foi alvo de escrutínio no sector cultural e no Parlamento, foi tomada no último dia útil do prazo legal de um ano que o Estatuto do Gestor Público permitia afastar a responsável por motivos de “por mera conveniência” – sem necessidade de fundamentar a decisão. Tal fez com que Francisca Carneiro Fernandes não tivesse lugar a qualquer indemnização. A equipa por ela montada foi também sendo desfeita.


Madalena Reis estava interina e solitariamente em funções desde Abril como vogal, após a saída de Delfim Sardo por questões pessoais do cargo homólogo. Na altura, Madalena Reis manifestara-se disponível para continuar no cargo, mas não fora formalmente reconduzida no mesmo. Agora, à vogal cessante, a ministra “deixa uma palavra de agradecimento”.Nos meses posteriores à saída de Francisca Carneiro Fernandes, choveram acusações de que a entrada de Aida Tavares para a direcção artística para as artes performativas e o pensamento da instituição, no mandato de Carneiro Fernandes, se devia a um padrão de “compadrios, lobbies e cunhas” no CCB (argumentação dos sociais-democratas); na altura da nomeação de Tavares, Madalena Reis votou contra, Delfim Sardo absteve-se.Derramaram-se por outro lado também loas às qualidades de Aida Tavares, demitida a 4 de Julho do cargo, e contra a saída de Francisca Carneiro Fernandes, nomeadamente por parte da comissão de trabalhadores do CCB ou de duas redes de teatros e da federação de música e artes performativas europeias. Madalena Reis foi a primeira pessoa do conselho de administração do CCB a falar, na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto de Fevereiro deste ano, sobre a saída da antiga presidente do órgão, dizendo que não se revia no “modelo” dos alegados “compadrios”.

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