Grávida morre nas urgências do Amadora-Sintra depois de ter sido mandada para casa
A notícia foi avançada pela CNN-Portugal: uma mulher grávida de 38 semanas morreu esta quinta-feira à noite na Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra, em Lisboa.De acordo com aquela unidade hospitalar, quinta-feira a mulher teve uma consulta de rotina no Hospital Professor Dr. Fernando Fonseca. Nessa consulta, foi identificada uma hipertensão ligeira.Tal condição poder levar a complicações como pré-eclâmpsia, eclâmpsia, AVC ou danos renais e cardíacos, foi mandada para casa com consulta marcada.A doente foi então encaminhada para o serviço de urgência de obstetrícia. Feitos vários exames, teve alta e indicação para internamento às 39 semanas.Pela 1h56 desta sexta-feira, a mulher deu entrada nas urgências daquela unidade hospitalar em paragem cardiorrespiratória. Apesar do óbito da mãe ter sido declarado, o bebé nasceu com vida. Encontra-se agora “sob vigilância médica, com prognóstico muito reservado”.Na nota enviada às redacções, a Unidade Local de Saúde refere que foi aberto um inquérito interno para “apurar todas as circunstâncias associadas ao ocorrido”.No princípio de Outubro, a falta de médicos e a dificuldade de resposta nas urgências levou à saída da directora clínica daquela Unidade Local de Saúde.O caso veio a público no dia em que a ministra, cuja demissão tem sido pedida, inclusive por José Luís Carneiro, líder do PS, vai à Assembleia da República falar sobre o Orçamento do Estado para 2026. Foi na sequência da morte de uma grávida, transferida do Hospital Santa Maria para o Hospital São Francisco Xavier por falta de vagas na neonatologia, que Marta Temido se demitiu em Agosto de 2022.O fecho intermitente das urgências de ginecologia tem sido, de resto, uma das dificuldades mais prementes do Serviço Nacional de Saúde nos últimos meses.










