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Crédito à habitação com garantia pública atinge máximo em Setembro

Desde o arranque da garantia pública, medida que visa apoiar os jovens até 35 anos a comprar casa com recurso a crédito bancário, que não eram concedidos tantos empréstimos com a fiança do Estado. Em Setembro, foram contratados 497 milhões de euros para compra de habitação própria e permanente, um montante que fica acima do de Maio, com 488,4 milhões de euros, e que até agora representava o melhor mês.Curiosamente, o número de contratos foi inferior ao de Maio (2469), ficando-se por 2423 em Setembro, o que significa que os jovens estão a comprar imóveis mais caros. A subida de preços dos imóveis residenciais e a reduzida oferta no mercado podem ajudar a explicar estes números.Recorde-se que este regime permite aos jovens aceder a 100% do crédito necessário para compra da primeira habitação própria e permanente, prestando o Estado uma garantia ou fiança entre 10% a 15% desse montante. Contorna-se, desta forma, a limitação que os bancos têm, no âmbito de medidas macroprudenciais, para conceder a totalidade do crédito para compra de casa, e atenua-se a habitual falta de poupança dos jovens para assegurar o pagamento da diferença.Relativamente ao mês anterior, e segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal, o número de contratos com garantia do Estado e o montante contratado aumentaram 14,6% e 17,7%, respectivamente. Agosto regista, habitualmente, uma quebra na concessão de crédito, em todos os segmentos, o que é explicado pela concentração de férias neste período.Face à totalidade de crédito concedido a jovens até aos 35 anos, aquele que foi concedido com garantia do Estado – que cobre entre 10% e 15% do valor do empréstimo -, representou 47,3% dos contratos e 48,9% do montante contratado.Dispersão regionalNo acumulado dos primeiros nove meses de 2025, foram celebrados 17,8 mil contratos de crédito à habitação própria e permanente ao abrigo do regime de garantia do Estado, num montante total de 3,5 mil milhões de euros. Estes contratos representaram 40,5% do número de contratos e 42,8% do total do montante contratado, no mesmo período, por jovens até aos 35 anos, segundo os dados do BdP.Face ao total do crédito concedido até Setembro pelo sistema financeiro para aquisição de habitação própria e permanente, os contratos com garantia pública representaram 22,2% do número de empréstimos e 25,3% do montante total concedido.No final de Setembro, estava utilizado 40,3% (478 milhões de euros) do montante total atribuído pelo Estado para garantia no âmbito deste regime, que ascende a 1550 milhões de euros, depois do reforço recente em mais 350 milhões de euros.O valor dos imóveis nos grandes centros urbanos também pode justificar que seja nas regiões do Alentejo, Beira Baixa, Lezíria do Tejo e Terras de Trás-os-Montes, que se concentrem mais de metade dos contratos de crédito à compra de habitação própria e permanente celebrados com garantia do Estado, no acumulado de Janeiro a Setembro.Já o peso dos imóveis adquiridos ao abrigo deste regime é menor na Grande Lisboa e na Região Autónoma da Madeira, representando, nestas regiões, cerca de um terço do total.

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