CIÊNCIA

Furacão <em>Melissa</em> ainda não chegou à Jamaica, mas já provocou três mortos

O impacto do furacão Melissa já se faz sentir na Jamaica. O Ministério da Saúde e Bem-Estar da ilha informou, na noite de segunda-feira (madrugada de Lisboa), que se registaram três mortes relacionadas com a tempestade, conforme avança o The Guardian.Foram ordenadas retiradas obrigatórias em comunidades previsivelmente mais susceptíveis a inundações, mas algumas pessoas recusaram-se a abandonar as suas casas. As autoridades jamaicanas mostraram-se preocupadas com o facto de menos um milhar de pessoas se encontrarem nos cerca de 130 abrigos distribuídos por toda a ilha.“Pedimos ao público que tenha extrema cautela: actividades como subir aos telhados, prender sacos de areia ou cortar árvores podem parecer controláveis, mas mesmo pequenos erros nestas condições podem resultar em ferimentos graves ou mortes”, disse o Ministério da Saúde e Bem-Estar da Jamaica na sua publicação no X.
The Ministry of Health & Wellness is saddened to report three storm-related deaths in preparation for Hurricane Melissa.We urge the public to exercise extreme caution: activities such as climbing roofs, securing sandbags, or cutting trees may seem manageable, but even minor… pic.twitter.com/OxTh8CErfJ— MOHW JA (@themohwgovjm) October 27, 2025

A instituição jamaicana alertou ainda para o perigo de conduzir em estradas inundadas ou áreas com detritos, acrescentando que “os centros de saúde continuam encerrados, mas os hospitais estão abertos e a atender feridos relacionados com a tempestade”.Mais de 52 mil pessoas na Jamaica sofreram cortes de energia nas últimas horas, devido à aproximação do furacão Melissa da ilha, de acordo com o Serviço Público da Jamaica (JPS).O JPS informou que as suas equipas restabeleceram o fornecimento de energia a mais de 30 mil pessoas afectadas, mas alertou que as fortes chuvas e o terreno acidentado estão a criar dificuldades de acesso a algumas áreas, à medida que as condições meteorológicas continuam a piorar.


Pessoas reúnem-se num abrigo para onde foram transferidas como medida de precaução, enquanto se preparam para a chegada do furacão Melissa, em Santiago de Cuba
Norlys Perez/Reuters

“Continuaremos a restabelecer o fornecimento de energia nas comunidades afectadas enquanto for seguro para as nossas equipas trabalharem”, afirmou o JPS num comunicado publicado no Facebook.Está previsto que o furacão chegue à Jamaica nesta terça-feira, e que continue posteriormente o seu percurso em direcção a Cuba, rumando, em seguida, para as Bahamas.As autoridades jamaicanas apelaram à população para que se deslocasse para terrenos mais altos e abrigos na noite de segunda-feira, antes da chegada do furacão. O primeiro-ministro, Andrew Holness, afirmou que está previsto que o Melissa seja o furacão mais violento de que há registo na ilha.O furacão já provocou sete mortos no Norte das Caraíbas, enquanto avançava em direcção à Jamaica. O Centro Nacional de Furacões dos EUA descreveu a tempestade como “potencialmente catastrófica” e alertou para “múltiplos perigos de vida” — entre eles, ondas de até quatro metros em partes da costa Sul.

Para além disso, de acordo com medições de velocidade do vento e pressão central, é considerada a tempestade mais forte que já ocorreu neste ano. Os seus ventos máximos sustentados eram de 282 km/h, de acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC), às 14h locais (18h de segunda-feira, em Lisboa).O NHC, com sede nos EUA, elevou o furacão Melissa para a categoria 5 na segunda-feira. A categoria 5 é a mais elevada na escala de Saffir-Simpson, com ventos máximos sustentados superiores a 250 km/h. O líder meteorológico da AccuWeather, Jonathan Porter, afirmou que o Melissa será o mais vigoroso furacão na história a atingir directamente a Jamaica.No leste de Cuba, entrou em vigor um aviso de furacão para as províncias de Granma, Santiago de Cuba, Guantánamo e Holguín, juntamente com um alerta de tempestade tropical para Las Tunas.As autoridades cubanas anunciaram a retirada de mais de 600 mil pessoas na região, incluindo na cidade de Santiago, a segunda maior do país.

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