Pippo Delbono filma para manter viva a luz de Bobò
O actor, encenador e criador italiano Pippo Delbono (Varezze, 1959) veio a Portugal, país com o qual tem uma relação profissional de longa data, mostrar o seu novo filme no Doclisboa. Mas o Pippo Delbono que está à nossa frente, sendo o mesmo que visitou regularmente o nosso país para apresentar filmes e espectáculos (entre os quais Amore, parcialmente concebido em Portugal e que recorria a poetas, músicos e cantores nacionais), não é o mesmo Pippo Delbono que fomos encontrando ao longo dos anos. Nesta tarde chuvosa e abafada de Lisboa, encontramos um homem cansado, epigramático, como se ter perdido Vincenzo Cannavacciulo, aliás Bobò (1936-2019), o surdo-mudo analfabeto que descobriu no asilo psiquiátrico de Aversa e a quem deu uma segunda vida como actor na sua companhia de teatro, o tivesse devolvido à depressão de que esse encontro fortuito o salvara.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










