Mia Couto, Rui Cardoso Martins, Teresa Veiga, Agualusa e Ricardo Gil Soeiro entre os finalistas do Oceanos
Cinco livros de prosa e cinco de poesia, de autores de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal, são os dez finalistas do Prémio Oceanos 2025 foi esta quinta-feira à noite anunciado em comunicado.Os romances A Cegueira do Rio, do escritor moçambicano Mia Couto, publicado pelas editoras Caminho (Portugal), Companhia das Letras (Brasil) e Fundação Fernando Leite Couto (Moçambique), As Melhoras da Morte, do escritor português Rui Cardoso Martins (antigo jornalista do PÚBLICO), publicado pela Tinta-da-china em Portugal; Mestre dos Batuques, do escritor angolano José Eduardo Agualusa, publicado pela Quetzal (Portugal) e pela Tusquets (Brasil); Ressuscitar Mamutes, da escritora brasileira Silvana Tavano publicado pela Autêntica (Brasil) e o livro de contos Vermelho Delicado, da escritora portuguesa Teresa Veiga publicado pela Tinta-da-china em Portugal são os finalistas na área de prosa.Se nestes seus contos Teresa Veiga “questiona os limites entre o ‘normal’ e o ‘anormal’, ou as várias faces assumidas pela ‘loucura’”, como refere o comunicado, os dois romances africanos escolhidos, há “intersecção de mito, poesia e História”, como destaca o comunicado, já que a obra de Mia Couto fala sobre um incidente militar que aconteceu em Moçambique em 1914 e Agualusa serve-se também de um acontecimento histórico para narrar uma história de amor e fazer um “falso romance histórico”. Nas obras de Rui Cardoso Martins e de Silvana Tavano temos personagens que se confrontam “com a morte” e partem “em busca de suas origens, memórias, relações pessoais e familiares”. O júri foi composto pelos académicos Jacques Fux, Gustavo Rubim (crítico literário do PÚBLICO), Teresa Carvalho e José dos Remédios e pelo poeta Leonardo Piana.Os cinco livros seleccionados na categoria de poesia são As Coisas do Morto, do poeta moçambicano Francisco Guita Jr., publicado pelas editoras Gala-Gala (Moçambique) e Kacimbo (Angola); Coram Populo – Poesia reunida [2], da poeta mineira Maria do Carmo Ferreira publicado pela editora Martelo (Brasil); Lições da Miragem, do poeta português Ricardo Gil Soeiro publicado pela editora Assírio & Alvim (Portugal); Longarinas, da brasileira Ana Maria Vasconcelos publicado pela editora 7Letras (Brasil) e O Pito do Pango & Outros Poemas, de Fabiano Calixto, publicado pela editora Corsário-Satã (Brasil).Esta obra de Maria do Carmo Ferreira, que estava inédita em livro no Brasil, mostra como a sua poesia é “inventiva e provocadora”; a obra de Francisco Guita Jr. convida à reflexão e a “diversidade” é a marca do livro de Fabiano Calixto e a poesia de Ana Maria Vasconcelos “prima pela consciência formal, num livro em que formas breves compõem conjuntos instigantes”, justificou o júri que considerou também inspiradoras as transições que Ricardo Gil Soeiro faz “por inúmeras epistemologias, subvertendo-as poeticamente”.
A selecção destes finalistas na área de poesia coube aos poetas Lopito Feijó, Bruna Beber, Rodrigo Garcia Lopes, Raquel Lima e ao jornalista Pedro Teixeira Neves.Os dois vencedores do Prémio Oceanos 2025, um na categoria prosa, outro, na de poesia, serão conhecidos a 10 de Dezembro.A avaliação na prosa será feita agora pelos brasileiros Bernardo Ajzemberg e Wellington de Melo; pelo moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa e pelos portugueses Carlos Maria Bobone e Sara Figueiredo Costa.O júri na categoria de poesia é composto pela angolana Ana Paula Tavares (Prémio Camões 2025); pelos brasileiros Juliana Krapp e Rodrigo Lobo Damasceno e pelos portugueses Daniel Jonas e Rosa Oliveira.










