EM CHIMOIO: MEC negoceia retorno dos professores às aulas
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BERNARDO JEQUETE
Uma equipa do Ministério da Educação e Cultura (MEC) encontra-se na província de Manica para negociar o retorno dos professores que paralisaram aulas, numa greve de 30 dias, em reivindicação do pagamento das horas extraordinárias referentes aos anos de 2023, 2024 e parte de 2025.
Hoje, a equipa ministerial reuniu-se com professores da Escola Secundária Eduardo Mondlane, uma das sete que fecharam as portas, mas a reunião não resultou em acordo entre as partes.
Os professores insistem que só retornarão às salas de aula após o pagamento dos valores devidos e o representante do MEC recusou-se a fornecer detalhes sobre as discussões, direccionando as perguntas ao porta-voz do ministério.
Ivan Otávio, um dos representantes dos professores da Escola Eduardo Mondlane, mostrou o descontentamento com o resultado da reunião afirmando que “as negociações ainda vão reatar porque a reunião de hoje não teve nenhum resultado positivo”.
Otávio acrescentou que há relatos de ameaças a professores em algumas escolas secundárias, o que tem contribuído para reforçar a decisão de paralização das actividades lectivas.
“O ministério está a pedir-nos para cancelar a greve, mas só iremos retornar às actividades assim que recebermos os nossos valores”, afirmou Otávio.










