Gato aventureiro viajou 160 quilómetros escondido num tejadilho
Tony Denardo planeia correr uma maratona em cada estado dos Estados Unidos da América — por isso, a sua família partiu numa viagem de carro até Keene, no estado de New Hampshire, no fim do mês passado. Os Denardo levaram a filha mais nova e três amigas, e decidiram continuar até Nova Iorque após a corrida.A família saiu de casa, em Kittanning, na Pensilvânia, cedo na manhã de 26 de Setembro e seguiram para leste, parando para abastecer e ir à casa de banho depois de cerca de 160 quilómetros.Quando Tony saiu da carrinha olhou para cima e viu o gato da família, Ray Ray, de oito anos, empoleirado no tejadilho. Completamente surpreendido, Tony chamou a mulher Margaret.
Ray Ray in New York City. MUST CREDIT: Courtesy of Margaret Denardo
“Passaram-me mil coisas pela cabeça. As estradas por onde viajámos, os camiões que ultrapassámos, as colinas, os sinais de paragem, tudo. Como é que este gato conseguiu ficar ali em cima?”, disse Margaret. “E ele estava completamente tranquilo. Esticava-se como se tivesse acabado de acordar de uma soneca.”A filha, Sophia, de 16 anos, estava no banco de trás. “Eu tinha estado a dormir, por isso estava meio sonolenta”, contou Sophia. “Ouvi a minha mãe gritar e olhei para o lado — ela tinha o gato nos braços. E eu pensei: estou a imaginar isto?”Inicialmente, a família entrou em pânico. E se Ray Ray tivesse caído?A família tinha bagagens presas ao tejadilho da carrinha, e acreditam que o gato ter-se-á esgueirado entre as malas de alguma forma, uma vez que ninguém na auto-estrada buzinou ou fez sinal de que algo estava errado — como o facto de terem um gato no tejadilho a segurar-se pela vida.
“Havia algumas marcas de garras”, disse Margaret, onde acredita que Ray Ray se agarrou. “Acho que ele conseguiu meter-se por baixo ou entre as correias, para se manter firme onde estava.”Finalmente, Margaret agarrou o gato e levou-o para dentro do carro enquanto o casal discutia o que fazer. Tirando as idas ao veterinário e pequenas voltas pela cidade, Ray Ray nunca tinha saído da pequena quinta da família. Tinham combinado que alguém iria lá mais tarde nesse dia para tratar dele e dos outros animais — ovelhas, um porco e alguns cães.Chegados a este ponto, decidiram que já estavam demasiado longe para voltarem atrás. A família encontrou uma loja Petco e comprou tudo o que Ray Ray precisaria para passar uma semana fora: arnês, trela e uma mochila própria para gatos, para poderem transportá-lo facilmente enquanto passeavam.Ray Ray pareceu adaptar-se rapidamente à vida de gato viajante, entrando e saindo da mochila e passeando com trela pelos pontos turísticos de Nova Inglaterra e de Nova Iorque.Ele até cruzou a linha de chegada da maratona nos braços de Tony. A história foi inicialmente publicada pelo Leader Times, um jornal local da Pensilvânia.Margaret, fotógrafa de profissão, documentou as aventuras de Ray Ray no Instagram. “Ele pareceu gostar muito de Times Square à noite. Acho que eram as luzes e o movimento, mas ficou ali com as patinhas encolhidas, só a observar tudo”, contou Margaret.Esta não é a primeira aventura ousada de Ray Ray — embora tenha sido a mais longa. Ele sempre adorou carros, e a família Denardo encontrou-o pela primeira vez a vadear, debaixo da mesma carrinha onde, anos depois, viajaria mais de 160 quilómetros. Noutra ocasião, escondeu-se secretamente no carro dos pais de Margaret para uma ida à lavagem automática — felizmente, dessa vez, dentro do carro.A travessura de Ray Ray inspirou Margaret a escrever um livro infantil sobre a viagem. Planeia levá-lo consigo da próxima vez que viajar — e, com sorte, escrever sobre isso também.“Ele sempre foi extremamente amigável”, disse Margaret, explicando que o gato aceitou carícias e festinhas de estranhos durante a viagem. “Ele só quer amor.” E, ao que parece, também um pouco de aventura.










